António Oliveira considera que o novo técnico dos dragões é a "ponte perfeita com os jovens"...
RECORD – O despedimento de Paulo Fonseca era inevitável e foi a melhor decisão?
ANTÓNIO OLIVEIRA – Depois de um bom começo, a equipa não jogava bem, não ganhava e a contestação surgiu. Diria que é uma decisão que peca por tardia, mas também penso que a demora foi natural, já que o nosso presidente lhe reconhecia, e bem, capacidades para triunfar.
R – A escolha de Luís Castro, foi uma boa solução?
AO – Conheço-o muito bem. Fui buscá-lo em 2004 à Sanjoanense para treinar o Penafiel. Reconheci-lhe valor, tinha boas referências e depois de falar com ele uma vez não precisei de falar a segunda. Percebi que estava ali um rapaz muito culto, muito entusiasmado e que sabia o que fazia. Posso confidenciar que a determinado momento, uma pessoa da direção doFC Porto, não importa quem, pediu-me a opinião sobre o Luís Castro... E a verdade é que o viriam a contratar como coordenador da formação. Não me admira que tenha sido ele a solução encontrada, uma solução muito boa na minha opinião.
R – Uma solução para poucos jogos, para esta época, ou para prosseguir na próxima também?
AO – A forma como foi anunciado, ou seja, interinamente, foi a melhor. Assim retira-lhe pressão e, se assim o presidente o entender, oFC Porto poderá escolher calma e ponderadamente o seu novo treinador em 2014/15. Acredito que o Luís Castro vai fazer um excelente trabalho.
R – O conhecimento que Luís Castro tem da equipa B pode ser proveitosa no imediato para o plantel principal?
AO – Também pode potenciar alguns jogadores. Ele conhece todos os jogadores, tanto do plantel principal como da equipa B. Aliás, conhece o clube, a sua alma e também o seu projeto desde há uns anos para cá. Portanto, parece-me natural que até nessa ligação o Luís Castro possa retirar algum proveito de jovens na primeira equipa.
«A alma e o projeto»
R – É mais importante mudar a tática, o onze ou o paradigma psicológico do FC Porto?
AO – O onze é importante, mas para mim o fundamental é que os jogadores voltem à sua situação de confiança anterior. O Luís não é nenhum estranho para estes jogadores, é da casa, sabe o que é o clube, conhece a sua alma e o seu projeto.Tem todas as condições.
R – Como deve posicionar-se em relação às provas que vai discutir?
AO – Em relação a isso, o que posso dizer é que tenho uma fé enorme no trabalho do Luís Castro, juntamente com o Folha. Acredito que o FC Porto conquistará mais troféus esta época.Quais, não sei.
R – É inevitável que Luís Castro seja um treinador a prazo?
AO – Não acho que tenha de ser. Se conseguir inverter a situação em que a equipa se encontra, com resultados, com bom futebol e, quem sabe, com troféus, deve deitar-se esse trabalho por terra no final da temporada? É preciso dar tempo ao tempo. Por isso é que acho muito bem entregar a equipa ao Luís agora. Se for necessário mudar, haverá tempo para o fazer.
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