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António Sousa está na Igreja das Antas, no Porto, onde presta a última homenagem a Fernando Gomes, o Bibota que ontem morreu, aos 66 anos. Foram colegas de equipa desde muito novos e as memórias são mais que muitas.
"É um dia triste para todos nós e para a nação portista. É com grande insatisfação que cá estamos, porque não gostaríamos que nada disto acontecesse, mas infelizmente a vida prega-nos sustos deste género. É com grande tristeza que estou aqui a partilhar uma vida recheada de amizade, um colega, um ícone do futebol. Partilhei a vida com ele por muitos anos, somos da mesma geração, fomos criados quase juntos no fundo, desde a infância. Foi um colega excelente e um homem com H grande e que deixa muitas saudades", começou por dizer o antigo jogador, em declarações à Sport TV.
"Desde os 16 anos, como juniores na Seleção, e por acaso o treinador na altura dos juniores era o Pedroto e aí começámos a encarrilar uma amizade e um conhecimento mútuo e permanente ao longo destes anos. Depois passei ao futebol profissional onde encontrei também o Fernando Gomes, jogador de excelência, demonstrado pelo que conquistou em termos individuais e coletivos. Parte e deixa-nos sem palavras", acrescentou, explicando o quão fácil era jogar para Gomes.
"Era exigente, era fácil. Ele conseguia de forma fácil e simples dizer o que queria e nós com visão de jogo mais ampla e conhecimento dele, sabíamos onde ele estava, para onde iria e onde a bola teria de parar", contou.