Fabiano brilhou este domingo contra o Sporting, ao travar tudo o que lhe apareceu pela frente para fazer o nulo subsistir (0-0). No entanto, Daúto Faquirá, que o treinou no Olhanense, não está minimamente surpreendido com o nível apresentado pelo brasileiro. O ex-técnico dos algarvios vai mais longe e afirma que Helton tem de ter cuidado.
Em 2 temporadas ao serviço do FC Porto, Fabiano soma 11 jogos na equipa principal, com apenas 3 golos sofridos, muito por culpa do facto de existir Helton como dono e senhor da baliza dos azuis e brancos. Daúto Faquirá considera a situação normal, embora deixe um aviso ao mais experiente dos dois guarda-redes.
“O Fabiano está na mesma posição do Oblak. Estamos a falar de um guarda-redes com condições extraordinárias, mas ainda é jovem e o Helton tem estado anos a fio a justificar a titularidade. Ele sabe esperar e isso é fundamental para um guarda-redes. Mas o Fabiano dificilmente perde a titularidade se o Helton vacilar”, garantiu a Record.
Faquirá acredita que Fabiano “está a trabalhar com um guarda-redes fantástico e um óptimo companheiro”, facto que beneficia o ex-Olhanense antes de um cenário que considera inevitável: “O Helton terá ainda muitos anos pela frente, mas a baliza do FC Porto estará bem guardada quando o testemunho for transmitido”, explicou.
Características fora do comum
Daúto Faquirá confessou que não ficou surpreendido pelas qualidades que Fabiano demonstrou em Alvalade. O técnico contou que, desde as primeiras vezes em que observou o brasileiro, percebeu que estava perante um fenómeno.
“Vimos vários vídeos dele antes de o contratarmos. Perspectivávamos muito potencial porque era um jogador com características não comuns cá em Portugal. Tudo ficou confirmado pela forma como trabalha. Tem capacidades extraordinárias”, comentou Faquirá.
Mas o técnico não fala só do 1,97m que Fabiano, de 25 anos, tem. “Apesar da envergadura, apresenta outras capacidades que não são comuns porque é ágil, rápido entre os postes e consegue encurtar rapidamente os espaços. Ele não tem dificuldades onde supostamente deveria ter”, acrescentou.
Para continuar a crescer e a ganhar espaço no reino do dragão, Faquirá explica que o guardião “precisa de trabalhar o jogo com os pés”, embora não tenha dúvidas de que isso vá acontecer pela ética e trabalho do canarinho. “A dimensão humana dele está aliada ao talento. Ele trabalha muito e sei que vai continuar”, destacou.