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FC Porto-Belenenses, 4-0: Cerco sem abrigo

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Portistas dominaram a toda a linha, muitas vezes com oito homens envolvidos nas manobras ofensivas.

Dava a sensação de ser, e foi mesmo, uma questão de tempo. A goleada que o FC Porto impôs ao Belenenses e lhe garantiu a continuidade no topo da tabela começou a ganhar forma na segunda parte, mas o plano que originou este 4-0 foi traçado e colocado em prática bem antes de Corona atirar a contar pela primeira vez na partida.

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Ontem, o FC Porto entrou em campo para dominar e, acima de tudo, resolver cedo o destino dos três pontos. Tudo normal, com a novidade de que o habitual cerco movido pelos portistas aos adversários de menor nomeada foi ativo e até sufocante. Assim que a muralha do Belenenses deu de si, os dragões não cessaram fogo.

Desta vez, Julen Lopetegui não surpreendeu no onze apresentado, recuperando Layún para o lado esquerdo da defesa e entregando a titularidade a Corona no lado direito do ataque. A aposta em dois extremos de raiz, mais ao gosto do técnico nos jogos de nível médio de dificuldade, cedo se revelou uma decisão acertada. Mesmo com o Belenenses a defender em 4x4x2, recuando os extremos e aproximando Carlos Martins de Luís Leal, o FC Porto conseguiu carrilar, até com alguma facilidade, jogo pelos flancos, mantendo o controlo no corredor central.

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Sá Pinto queria que a sua equipa tivesse bola, porventura para evitar o cansaço de andar a correr atrás dela depois de ter jogado na quinta-feira, mas os dragões construíram a pouco e pouco o seu cerco à área adversária. Os flancos carburavam, em incursões individuais ou tabelas curtas, e, já depois de Kuca ter obrigado Casillas a atirar-se para o chão, as oportunidades de golo para os azuis e brancos começaram a surgir. Corona rematou ao lado após várias combinações com companheiros de equipa; André André estourou à figura de Ventura; e Brahimi atirou, em arco, à trave.

Por esta altura, o FC Porto mantinha oito homens no ataque em regime permanente, incluindo-se neste lote os laterais e até um muito adiantado Rúben Neves. Sem espaço para manter a bola, o Belenenses, demasiado macio – cometeu a sua primeira falta aos 33’ –, limitou-se ao contra-ataque e até conseguiu um inusitado susto, com Kuca a atirar ao poste.

Ao sinal: avançar!

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Já depois de Brahimi ter protagonizado mais uma grande jogada individual, Maicon lesionou-se em cima do tempo de intervalo. A substituição operada por Lopetegui para a segunda metade deu um claro sinal à equipa: é preciso encurralar ainda mais o adversário até que o golo surja. Em vez de lançar a opção natural, Martins Indi, colocou Danilo Pereira em campo, antecipando-se desde logo a que a continuidade do empate no marcador o obrigasse a reforçar o meio-campo, com a agravante de já ter sido obrigado a fazer uma substituição na defesa.

A toada mantinha-se e o FC Porto insistia, acabando enfim por marcar numa jogada pela esquerda de Brahimi à qual Corona correspondeu da melhor forma ao segundo poste – os laterais do Belenenses não tinham mãos a medir... nem pés para os contrariar. Logo a seguir, o próprio Brahimi fez o 2-0, desfazendo todas as dúvidas sobre um resultado que Osvaldo e Marcano acabariam por avolumar com naturalidade.

Os dragões foram, enfim, dominadores e objetivos como pouco se lhes viu até agora esta época. Fica a promessa de que, por entre sintomas de bipolaridade, há efetivamente um FC Porto capaz de se afirmar e impor, que não tem em conta o nome dos adversários e sabe a equipa que quer ser.

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ÁRBITRO

Jorge Ferreira (Braga). Critério disciplinar um pouco largo de mais, mas sem dúvida coerente. Analisou bem um lance em que os portistas reclamaram grande penalidade, cumprindo a sua missão num jogo ‘fácil’. (3)

O HOMEM DO JOGO

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Corona. Com o seu drible curto, esteve na génese de vários lances de perigo junto da baliza de Ventura. Foi ele que, com um remate ao segundo poste, abriu caminho para a goleada.

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