_

FC Porto frente ao Lyon: Ricardo atingiu o coração do Lyon

FC Porto frente ao Lyon: Ricardo atingiu o coração do Lyon
• Foto: Luís Vieira

Autoridade, segurança, qualidade e arrojo. O FC Porto de Mourinho pode ter arrumado a eliminatória em sua casa. Marcou dois golos e até podia ter marcado mais um. O risco de sofrer foi quase mínimo. Os dois centrais portistas foram imperiais. E um deles até foi lá à frente marcar o seu golito...

VÍTOR BAÍA (3). Só uma defesa com alguma tensão, rapidamente esbatida pela intervenção do guarda-redes portistas, a sair como uma lebre para uma posição confortável e assim a segurar uma bola cabeceada por Élber. Sempre que abandonou os postes, fê-lo com asas, com os franceses a darem logo como perdidos este tipo de lances.

PUB

PAULO FERREIRA (4). Defendeu de dentes cerrados e atacou a gritar "banzai". Luyindula foi apenas mais um nome esquisito que passou pelo seu crivo. O defesa-direito dos dragões dominou a sua área de protecção e foi capaz de se projectar. Perto do intervalo, a sua concentração e a sua capacidade de reacção permitiram que fosse capaz de roubar dos pés de Élber uma bola que rolava com perigo na área portista.

PEDRO EMANUEL (4). Sincronização suíça com Ricardo Carvalho. Ambos a dominar a zona, atentos não apenas às diagonais de Élber. Mais uma vez foi capaz de antecipar a acção e de aparecer no sítio certo a resolver. Exemplo perfeito dessa qualidade rara aos 37 minutos: entrou de carrinho e enviou para canto um tiro de Govou à entrada da área. Sem recorrer a medidas tão radicais, apareceu a resolver mais um problema já depois do 2-0, quando Govou conseguiu ganhar a linha e cruzar para dentro. Estava lá o patrão. Pedro, o grande.

NUNO VALENTE (3). Sem a exuberância ofensiva de Paulo Ferreira, esteve sempre com um olho em Govou e o outro na sua sombra. Missão quase sempre cumprida por aí. O cartão amarelo que viu, aos 34', numa falta precisamente sobre... Govou, não o inibiu. Continuou a defender no limite da dureza, interpretando o futebol como desporto de contacto que é.

PUB

COSTINHA (3). Aplaudido de pé quando saiu, o senhor Da Costa, como era conhecido no hexágono, pautou o jogo da sua equipa. No seu posto de comando, ajudou a marcar a cadência e apareceu sempre com o rótulo de "perigo iminente" nos livres e cantos que Deco cruzou para a área do Lyon. Com a entrada do dinâmico Dhorasoo na equipa francesa, na segunda parte, aumentou o andamento e o motor acabou por partir. Costinha ainda reentrou mas não dava. Saiu com 2-0 no marcador e com a missão cumprida.

MANICHE (4). Logo a abrir, aos 7', um passe magistral que McCarthy quase conseguiu aproveitar. Correu uma meia-maratona e se é verdade que não teve muito tempo a bola nos pés, o seu jogo posicional foi de mestre de xadrez e as compensações que fez revelaram-se preciosas. A forma como se bateu apenas deixou exausto quem acompanhou da bancada os seus movimentos. Tacticamente excelente.

ALENITCHEV (3). O russo iniciou a jogada do primeiro golo e ajudou a dar dimensão e volume ao losango do meio campo portista. Só conseguiu aparecer uma vez a rematar – a bola bateu num defesa –, renegou a sua própria natureza de criativo puro e foi um dos melhores da fase de transição defensiva, ou seja, quando a sua equipa perdia a bola era um dos primeiros a "cair em cima" do adversário.

PUB

DECO (4). Não sei se algum dia ouviu isto de Alenitchev mas este é um provérbio russo que assenta que nem uma luva a Deco: "A formiga não é grande mas fura a montanha". O mágico portista fez um jogo ao seu melhor nível, ou seja, foi muitas vezes mais deus que homem. Marcou o primeiro golo com a coxa – num gesto não apenas reflexo, pois também não ficou à espera do que ia sair do remate de McCarthy – e dos seus pés saiu a bola teleguiada que Ricardo Carvalho enviou de cabeça para as malhas, provavelmente assim resolvendo a eliminatória e garantindo cinco milhões de euros com a passagem do FC Porto às meias-finais. Deco voltou a deliciar todos com pormenores de génio mas foi também mais um lutador. No essencial, foi quem mais debicou "le fromage".

CARLOS ALBERTO (3). Tem tiques de craquinho que Mourinho aos poucos se encarregará de limar, como se viu quando, ainda com 0-0, levantava os braços em sinal de impaciência quando uma jogada se perdia. O jovem brasileiro é, claramente, um "9,5", podendo, por isso, jogar nas costas do ponta-de-lança ou na latitude deste. Depois de dois ou três números para a plateia, Carlos Alberto conseguiu aparecer a definir e foi sua a projecção e o cruzamento do qual resultou o primeiro golo. Saiu depois de assinar o seu melhor lance, terminado com um remate ligeiramente alto. Mourinho queria mais que o 1-0 e apostou num ponta-de-lança puro e duro para abrir mais uma ferida, talvez letal, no Lyon.

MCCARTHY (4). Não marcou mas pode dividir o prémio do primeiro golo com Deco. Movimentou-se como uma raposa num galinheiro, não dando descanso aos centrais do Lyon. Perto do fim, teve o 3-0 à vista mas Coupet foi lá com o... pé.

PUB

JANKAUSKAS (3). O lituano ganhou o livre que deu origem ao segundo golo e deu grande apoio a McCarthy.

BOSINGWA (2). Um "amarelo" e sentido prático.

RICARDO FERNANDES (2). Generoso, viu um "amarelo" por ter pontapeado a bola depois do apito do árbitro.

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de FC Porto Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB