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Francisco J. Marques arrasa Mário Figueiredo: «Estava ao serviço do Benfica no período de maior sucesso do clube»

• Foto: Duarte Roriz

Francisco J. Marques voltou a marcar presença esta manhã no Campus de Justiça para terminar de ser ouvido no julgamento do Caso dos Emails, onde acabou por explicar o interesse público da correspondência electrónica que divulgou no Porto Canal. E um dos principais visados acabou por ser Mário Figueiredo, que foi presidente da Liga entre 2012 e 2014.

Nessa período, Nuno Cabral, delegado da Liga, queixou-se a Paulo Gonçalves que só fazia jogos em Chaves, o que levou o antigo assessor jurídico das águias a perguntar ao presidente da Liga se Cabral era "feito ou incompetente" para nunca estar em palcos de maior visibilidade. Mário Figueiredo respondeu a Paulo Gonçalves com uma garantia: "Ele vem fazer um jogo aqui ao Porto. Só tens de me dizer". Perante este contexto, as conclusões de Francisco J. Marques são simples.

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"Fica muito evidente a subserviência da Liga de Clubes ao Benfica. O presidente da Liga tem dever de igualdade, equidistância para com os clubes que participam nas competições profissionais. Ali fica evidente, claro, que o Mário Figueiredo estava ao serviço do Benfica. Se não há interesse público em revelar uma coisa destas, então o interesse público não existe. As pessoas nunca iriam assumir isto. Fica evidente que às escondidas de toda a gente havia troca de mensagens que deixava claro que Mário Figueiredo estava ao serviço do Benfica e isso tem repercussões em tudo, nomeadamente, nas competições desportivas. O período de maior sucesso de Benfica, que nunca tinha sido tetracampeão, começou nesse período", atirou o diretor de comunicação do FC Porto, que também não poupou Carlos Deus Pereira, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do mesmo organismo, que partilhou com Pedro Guerra as mensagens de Fernando Gomes, presidente da FPF: "O que está em causa é alguém de um clube ter acesso às mensagens do presidente da Liga e que entretanto passou a preidente da FPF. Tivemos ainda um comportamento incorreto de um presidente da mesa da AG da Liga que vai revelar as decisões que- se tomaram na Liga. As decisões eram primeiro anunciadas ao Benfica. Parecia-me muito mal. A mim e a qualquer pessoa".

Nuno Cabral voltou ainda a ser visado por Francisco J. Marques, na sessão desta quinta-feira, pelo facto de ter enviado para Paulo Gonçalves, o recurso apresentado por João Pinheiro a reclamar de uma nota de um jogo. Comportamento que considera "questionável". "Um árbitro recorrer de uma nota é normal, pois há sempre a possibilidade de recurso, o que não é normal é este circuito. Acaba sempre tudo no Benfica. Passava pelo Benfica o recurso dos árbitros porquê? Não faz sentido nenhum. O árbitro pode ter enviado só para partilhar a informação, mas no mínimo o comportamento do Nuno Cabral é questionável, pois envia para o Benfica e não o pode fazer. Sabemos que Nuno Cabral enviava para o Benfica e não pode"

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Por Valter Marques
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