Francisco J. Marques: «Era um clube 10 anos à frente de todos e recorriam a serviços de bruxaria?»

• Foto: Pedro Ferreira

O General Nhaga saltou para a ribalta, depois de Francisco J. Marques, no Porto Canal, ter revelado trocas de emails de Vieira com o guineense, relativos a uma alegada contratualização de serviços de bruxaria com o guineense. Na altura, o diretor de comunicação portista terá dado conta que o contrato teve a assinatura de Rui Gomes da Silva, antigo vice-presidente das águias e que o clube da Luz terá pago mais de 100 mil euros com estes, alegados serviços de bruxaria. 

Hoje, na sessão de julgamento do Caso dos Emails, Francisco J. Marques explicou o que o levou a considerar que era uma matéria que tinha interesse público.

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"É uma situação bastante invulgar, uma situação de bruxaria. Eu não acredito, mas quem quiser acreditar, não me meto nisso. Mas isto tem interesse publico. Não é só contratar serviços de bruxaria, é fazer contrato, devidamente assinado por Rui Gomes da Silva e pelo tal general Nhaga da Guiné. Isto cruzado com o discurso oficial do Benfica, do clube ultra profissional, clube à frente do tempo, clube 10 anos à frente, o que até ficou com uma espécie de slogan. Tinha esse discurso e foi usado como um slogan da sua modernidade, capacidade de se ter transformado num clube de ponta do futebol português e afinal o clube da modernidade recorria a contratos de prestação de serviços de bruxaria. Isto tem um lado insólito, mas não é por ser insólito que retira o interesse público. É completamente contraditório relativamente à forma como se apresentam perante a opinião pública. Era um clube 10 anos à frente de todos e recorriam a serviços de bruxaria? Foi esse contraste, esta característica que fez que tanto eu como o Diogo [Faria] estivéssemos de acordo que se deveria revelar isto", atirou o responsável portista na sessão de julgamento desta quinta-feira.

Por Valter Marques
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