Gabri Veiga: «Ainda tenho que 'comer' muito para chegar ao nível de Lucho González»

Gabri Veiga
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Gabri Veiga marcou o golo, aos 67 minutos, que abriu caminho à vitória caseira (2-0) do FC Porto diante do Arouca e que permite aos dragões isolarem-se na liderança da Liga Betclic, sendo a única equipa com registo perfeito na prova. Ao Porto Canal, o médio destacou a oposição movida pelo adversário, o crescimento dos portistas e ainda a importância do treinador adjunto Lucho González.

Que avaliação faz do jogo?

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"A verdade é que tínhamos preparado um jogo frente a um rival que estava com uma linha de jogo muito boa, temos que dar valor à Liga portuguesa, porque o nível está a crescer e o Arouca é um exemplo. Este ano arrancaram bem e não foi uma surpresa para mim. Desde o primeiro dia em que nos focámos neles, sabíamos da importância do jogo e que tínhamos que estar bem na pressão. Nas duas primeiras jornadas, fomos menos intensos. Pouco a pouco estamos a recuperar a nossa melhor versão."

O FC Porto estava forte, sentiram isso?

"Se calhar, na primeira parte ajustaram melhor, mas na segunda parte notei essa vantagem, também pela ajuda do público, a vitória foi clara. Podia ter sido por mais. Pé esquerdo? É uma virtude, não sou ambidestro mas sei que é um aspeto a melhorar, porque nestes casos podemos jogar de perna trocada e nos cruzamentos, por exemplo, faz falta. E obrigado ao William pelo cruzamento."

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Sente mais confiança?

"As coisas estão a correr bem, mas se houver mais oportunidade para crescer... Trabalhamos muito, o coletivo é bom, nem sempre sai bem, mas trabalhámos sempre para isso."

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Em algum momento conversa com o Lucho González para aprender?

"Sempre será um espelho para mim, mas as comparações não funcionam, ele foi único cá. Trabalho muito, sempre com os ouvidos bem abertos. Foi ontem com ele que falei das bolas paradas, ele foi o primeiro a confiar em mim nisso. Foi uma pessoa muito importante e histórica, foi uma honra saber disso. É uma pessoa muito boa, mas ainda tenho que 'comer' muito para chegar ao nível dele."

Mensagem ao intervalo

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"Se calhar o míster pediu para convertermos e finalizarmos mais à frente, porque sem rematar não marcamos. Foi o que tentámos, assim como a pressão, mas temos um plano de jogo que se abre com o cansaço. Na segunda parte, é difícil pelos duelos, mas com as pessoas nos bancos, fazemos a diferença. Sentimo-nos confortáveis e é assim que queremos continuar."

Por João Albuquerque
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