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Na hora de fazer o discurso do título perante os adeptos portista em festa, nas imediações do Estádio do Dragão, Gabri Veiga fez lembrar as palavras de Pote, um ano antes em situação idêntica, mas no caso com uma resposta direta a Frederico Varandas. Já esta segunda-feira, desde Vigo, onde foi passar as folgas, o médio do FC Porto concedeu uma entrevista à rádio galega G24, no programa 'A crónica deportiva' e foi confrontado com esse momento, com os entrevistadores a admitirem que esse momento os surpreendeu.
"Com o tempo vamos ganhando um pouco de experiência. No final de contas, foi algo que planeei, porque surgiu de algumas declarações que o presidente do Sporting fez em março. Então, ele entusiasmou-se um pouco, e acho que foi o momento perfeito para fazer uma referência a isso, uma pequena picardia", começou por afirmar Gabri Veiga.
"Em Espanha não há tanta rivalidade, mas aqui há muita entre Lisboa, Porto e os grandes clubes. No final, acho que foi tudo feito com respeito, mas é bom haver este tipo de rivalidade no futebol", acrescentou o médio.
Sobre o campeonato conquistado pelo FC Porto, não teve dúvidas. "É uma experiência única. Era algo que o FC Porto procurava há alguns anos e conseguimos. Foi um feito muito importante para o clube, depois de uma temporada difícil. Estivemos muito bem como equipa e conseguimos o objetivo”, afirmou, pedindo desculpa por já falar mais português do que galego.
E, valorizando o feito do FC Porto, Gabri também elogiou os principais rivais. “Não é liga de topo, mas é muito difícil, muito subvalorizada. O Benfica é um adversário muito forte, Sporting demonstrou na Champions o que pode fazer, mas ganhámos a Liga a duas jornadas do fim. Estamos muito contentes", confirmou.
"Foi um ano difícil também pela perda de uma lenda do clube como é o Jorge Costa. E houve várias perdas de familiares no nosso plantel, que nos afectaram profundamente. Mas foi também um ano em que estivemos muito unidos, e com essas feridas que todos tivemos conseguimos algo muito especial”, assinalou.
Gabri Veiga foi ainda desafiado a colocar por ordem de importância três pontos altos da sua carreira: o título pelo FC Porto, a conquista da Champions asiática e o jogo entre o seu Celta Vigo e o Barcelona, no qual marcou dois golos e garantiu, assim, a permanência dos galegos na La Liga. "Vão matar-me por dizer isto, mas a Liga dos Campeões fica em terceiro. E os outros dois é como decidir entre o pai e a mãe, porque é um título que valorizo bastante, com uma equipa que me deu total confiança, desde o presidente ao treinador, e o outro é um feito alcançado num ano que acabou por se tornar complicado, mas que foi, para mim, o ano mais bonito da minha carreira com o clube da minha vida. Não podia ter sonhado que esse jogo com o Barcelona ia correr tão bem. Por isso, não consigo escolher, são dois momentos que tenho a certeza que me vou lembrar para sempre", respondeu o médio.