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O mágico tirou o coelho da cartola

O mágico tirou o coelho da cartola
• Foto: Manuel Araújo

O Belenenses entrou no Dragão a procurar defender com linhas baixas e próximas, de forma a dificultar as penetrações do FC Porto pelo espaço interior e exterior, e com o intuito de explorar, em contragolpes, a velocidade de Kuca, Sturgeon e Luís Leal. No plano teórico, boas ideias, que esmoreceram na parca agressividade colocada nos duelos, o que desnudou o cansaço de um onze que, apesar do denso calendário, tem permanecido imutável, e desfraldou debilidades no controlo das entrelinhas e na defesa dos corredores laterais.

O nulo ao intervalo castigava a pouca eficácia portista em zona de definição, reflexo dos processos lentos evidenciados na construção e na criação, o que conduziu, mesmo em situações de paridade ou vantagem numérica no corredor central, à busca permanente do jogo exterior (1).

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Brahimi já tinha sido o protagonista da etapa inicial, mesmo que o seu superlativo talento individual tenha conduzido a algumas perdas de objetividade. Contudo, em pouco mais de 3 minutos, após protagonizar um assombroso movimento de rotação que o deixou na cara de Ventura (lesto a negar-lhe o golo), o mago argelino ‘nocauteou’ o Belenenses.

Primeiro, ao assinar, após jogada individual, um cruzamento para Corona (2), percecionando a liberdade dada ao mexicano na zona do segundo poste. Depois, ao assinar o 2-0, após combinação entre André e Maxi (acompanhada por movimento de arrastamento de Aboubakar), astuto a atacar a profundidade e a oferecer uma assistência atrasada (3).

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FACTOS E NÚMEROS

poucas faltas A cinco minutos do fim da 1.ª parte, o Belenenses tinha feito apenas uma falta, e esta foi cometida no seu meio-campo ofensivo. Nos restantes minutos, porém, a equipa do Restelo fez mais três faltas.

coro(N)a Jesús Corona, que foi quem mais cruzamentos fez (7) neste jogo, marcou mais um golo. O mexicano continua a faturar. Este foi o seu 4.º golo com a camisola do FC Porto, em 9 jogos realizados. Ninguém pode dizer que é uma má média para um extremo que já marcou nas balizas de Arouca (duas vezes, na sua estreia), Moreirense e Belenenses

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marcano marca Marcano marcou o seu primeiro golo com a camisola do FC Porto. Na sua época de estreia, o central espanhol que agora se afirma participou em 32 jogos mas nunca conseguiu faturar. Esta época, finalmente, conseguiu abrir a conta, ele que com a camisola do Olympiacos, em 2011/12, marcou 5 golos em 41 jogos.

em jejum Aboubakar continua sem conseguir faturar. O ponta-de-lança camaronês do FC Porto, que foi rendido aos 62’ por Pablo Osvaldo, já vai em 4 jogos sem conseguir marcar, depois de uma série de três jogos na qual marcou quatro golos.

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