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Pinto da Costa voltou a falar do "caso Jardel", reafirmando que o goleador brasileiro não ficou nas Antas somente porque Octávio Machado não o quis. O ex-técnico portista continua a não aceitar essa responsabilidade, mantendo o propósito de denunciar as situações anómalas que têm ocorrido na gestão do FC Porto, e revelando um episódio passado entre si e o líder dos dragões quando o acordo com José Mourinho já era comentado à boca cheia. "Esse presidente pode dizer tudo. Até jurar pela filha que não era o Mourinho que me substituía. O outro Pinto da Costa é que conduzia o FC Porto às grandes conquistas, sem precisar de esquecer e humilhar quem demonstra dedicação ao clube. Não lhe admito isso. Mas nos melhores momentos ele tinha Teles Roxo como colaborador. Agora tem o Adelino Caldeira", apontou, redireccionando as críticas para esse administrador da SAD.
Mantendo o tom agressivo, Octávio tornou finalmente públicos dois avisos que Pinto da Costa lhe fez aquando do jogo com o Paços de Ferreira, nas Antas. Esta é a versão do ex-técnico portista: "Fiquei esclarecido foi quando o presidente, antes do jogo com o Paços de Ferreira, elogiou a gestão maravilhosa que eu estava a fazer do plantel, mas dizendo-me para ter cuidado com duas coisas que vou finalmente revelar – a primeira era com o Ibarra, um activo recente que era necessário gerir para recuperar o investimento; a outra era o empresário Jorge Mendes, porque tinha 18 jogadores no plantel."
Poder alienado
No entender de Octávio, a autoridade de Pinto da Costa está diluída. "Gostaria que fosse o presidente do FC Porto a mandar, mas já percebi que não é a ele que cabe a última decisão. Isso é coisa do Adelino Caldeira, como eu pude constatar em reuniões na SAD com todos presentes. O que aconteceu com o McCarthy é um bom exemplo, dado ter sido assegurado que os direitos do FC Porto estavam salvaguardados. Inclusivamente, tinha ficado assente que o jogador só viria se não tivesse de marcar presença na CAN. Se tudo tivesse sido feito correctamente, o FC Porto podia ter sido campeão, bastando ver o que aconteceu nos jogos em que o McCarthy jogou", lembrou o "palmelão".
Sempre com um discurso encadeado, Octávio Machado conclui que "o presidente tem demonstrado uma má forma gritante, tendo-se dado ao luxo de humilhar o próprio Jardel quando o obrigou a vir ao Porto e não conseguiu resolver o problema, apesar de ter tido dois meses e meio para o fazer. Tentei resistir às provocações em respeito pelo clube e pelo grupo, mas não posso continuar a suportá-las. Não me vou calar. Tenho é de salvaguardar os senhores Reinaldo Teles e Fernando Gomes, que foram de um comportamento excepcional".
A terminar, o homem que tem um longo historial nas Antas assegura: "Pela minha parte, estou ciente de que os meus princípios são os mesmos de quando entrei pela primeira vez no FC Porto, em 1974."
«Felicíssimo por Baía, ao contrário de outros»
Aproveitando o ensejo, Octávio não deixou de frisar estar "felicíssimo pela exibição de Vítor Baía, ao contrário de outros", em mais uma bicada com destinatário certo.
De resto, e voltando ao tema dos jogadores que poderiam ter vindo para as Antas mas ficaram a meio caminho, o ex-técnico portista continuou a fazer uso das munições que foi acumulando ao longo dos meses de serviço no FC Porto:
"Qualquer dia ainda vão dizer que era eu que não queria o Boa Morte, o Van Hooijdonk, o Hakan Sukur, o Simão Sabrosa. Ou que era eu que queria trocar o Capucho pelo Christian, do Paris Saint-Germain. Se calhar também fui eu que tentei trazer o Magrão, o Iván Moreno, Kaviedes, Ivica Olic ou o Bonilla. Já para não falar na quantidade de jogadores que tive de levar para Clairefontaine, deixando outros a treinar na equipa B. Se calhar fui eu o responsável disso tudo..."
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