UMA parceria é a saída mais viável para as negociações entre o FC Porto e o Celta de Vigo por McCarthy. O dianteiro sul-africano ainda não preenche os rigorosos requisitos da legislação inglesa, pelo que não existem condições para que possa representar o Middlesbrough na próxima temporada. Como os dragões também não podem pagar onze milhões de euros pelo goleador, a hipótese mais forte passa pela compra de metade do passe do joga- dor por parte dos azuis e brancos.
Dessa forma, Benni continuaria a evoluir no futebol português e, entretanto, acumulava internacionalizações pela selecção sul-africana, tornando-se elegível para a Premier League em 2003/2004. Os lucros dessa futura transferência seriam repartidos entre os dois clubes em percentagem a definir na mesa das negociações.
A posição do Celta é extremamente complicada. Neste momento precisa de nove milhões de euros para exercer a opção de compra sobre o médio francês Peter Luccin, pertença do Paris Saint-Germain. O presidente Horácio Gomez e o secretário-técnico Felix Carnero estiveram em França a tentar demover o clube francês a baixar o valor estipulado no contrato inicial.
Por isso não será coincidência o facto de a Imprensa galega continuar a falar de uma oferta de precisamente nove milhões de euros do Middlesbrough por Benni McCarthy, quando Record já comprovou que a sua entrada no futebol inglês é praticamente impossível, tendo já sido recusada por duas vezes em Setembro de 2001.
Como o Celta não quer Ibarra, nem o FC Porto ceder o brasileiro Deco, a parceria é a melhor solução para resolver a questão do sul-africano McCarthy.
Impedimento no futebol inglês
As notícias sobre o interesse do Middlesbrough em McCarthy têm surgido com origem em Vigo e vão continuar a ser dadas como certas, até por interessarem ao Celta.
Por isso Record entrou em contacto com a Federação Inglesa (Football Association) e com o próprio Middlesbrough no sentido de apurar se haveria possibilidade de contornar os rígidos regulamentos de acesso ao futebol inglês, dado que o sul-africano está longe de preencher o mínimo de 75 por cento dos jogos oficiais disputados pela África do Sul nos últimos dois anos.
Paul Newman, um elemento da Federação inglesa, aconselhou-nos a falar com a Premier League mas não escondeu que os critérios para a concessão de licenças de trabalho a jogadores extracomunitários são muito rígidos, sendo concedidas excepções somente em relação a jogadores que tenham estado lesionados.
O Middlesbrough, por exemplo, já tirou partido dessa prerrogativa quando contratou Juninho Paulista. Mas um dos assessores do "manager" Steve McLaren não confirmou qualquer proposta por Benni e admitiu estar consciente das barreiras legais.
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