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A uma semana do tão esperado regresso de José Mourinho ao Estádio do Dragão, Pinto da Costa recordou alguns episódios que levaram à saída "precipitada e abrupta" do técnico quando este ainda tinha "mais dois anos de contrato com o FC Porto".
Numa entrevista concedida ao "Jornal da Tarde" da RTP, o líder portista fez uma pequena apresentação da sua autobiografia intitulada "Largos Dias têm 100 anos". Obrigatoriamente, o nome do ex-treinador ocupa uma boa parte da obra, ou não estivesse ele ligado às conquistas recentes do FC Porto. O que o presidente parece não esquecer é a forma como Mourinho deixou o clube.
"Antes das meias-finais da Liga dos Campeões, quando eu soube que ele se tinha reunido com Jorge Mendes, Abramovich e Peter Kenyon num restaurante, percebi logo que estava de saída. No meu livro falo da sua entrada, da sua permanência no clube e na forma bizarra como saiu", revelou Pinto da Costa, sublinhando "coisas impensáveis" como o episódio de Gelsenkirchen, em que Mourinho não festejou no final do jogo.
O presidente do FC Porto referiu várias vezes que, desde que o técnico deixou o clube, nunca mais falou dele, "não comentando, por isso, a sua postura".
Uma coisa Pinto da Costa já garantiu ao treinador do Chelsea. Mourinho poderá visitar o Dragão tranquilamente, sem ter de se preocupar com situações anormais. "Pela minha parte, nunca levei segurança a lado nenhum. Mas se um dia sentir que há qualquer coisa de errado, posso precisar. Por causa do FC Porto o Mourinho não precisa de segurança. Só aceito isso se tiver acontecido algo de errado com algum cidadão do Porto."
Mantendo vivo o tema Mourinho e Chelsea, o presidente portista voltou a falar minutos mais tarde à saída dos estúdios da RTP. Aí, Pinto da Costa comentou o reencontro sob um ponto de vista mais desportivo. "Não é pelo regresso de antigos treinadores e jogadores que queremos ganhar mais ou menos. O sabor de um triunfo seria igual se à frente do Chelsea estivesse um chinês, um inglês ou um treinador de outro país."
Esperando um grande jogo no Dragão, o líder portista faz questão de realçar a diferença de estatuto entre o FC Porto e o Chelsea. "Desportivamente, até hoje, o Chelsea não significa rigorosamente nada ao lado do FC Porto. Os milhões de Abramovich é que permitiram comprar os melhores jogadores do mundo aos preços que os clubes lhe pediram."
Seja como for, Pinto da Costa não considera outra coisa que não seja "uma vitória" na próxima terça-feira, para manter a esperança de seguir em frente na Liga dos Campeões.
Antigo aliado entre dois adversários
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica e "sócio do FC Porto", é classificado por Pinto da Costa como um "antigo aliado", nos tempos em que liderava o Alverca. Num livro onde "não há espaço para inimigos", o líder portista fala dos maiores adversários que encontrou ao longo de duas décadas: "João Rocha, pela forma como estava no futebol, e João Vale e Azevedo, devido ao seu mediatismo".
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