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Há qualquer coisa no vermelho que atrai Ricardo Quaresma. Mas é um vermelho vivo acompanhado por uma águia. É que o extremo fez questão de assombrar a vida do Benfica em mais do que uma ocasião, com a trivela a ser a arma do crime. O primeiro embate no regresso ao Dragão poderá muito bem ser contra… o Benfica. Antes, já sábado, há jogo com o Atlético para a Taça de Portugal mas não é certo que o extremo esteja em condições de jogar.
Mustang no Sporting e Harry Potter no FC Porto, o primeiro jogo de Quaresma ao serviço dos dragões ilustrou o que viria por aí em diante. Na Supertaça, em 2004, o português, então com 21 anos, estreou-se logo com o golo decisivo. Um nó cego a Argel resolveu e garantiu o título inaugural de Quaresma na invicta. O primeiro de oito.
Para a história fica aquela que terá sido uma das mais decisivas e inspiradas exibições de Quaresma de dragão ao peito. Novamente contra o Benfica, mas desta feita com o Estádio da Luz como palco, o Mágico deslumbrou perante mais de 60 mil espectadores. Um grande lance, concluído com a tal trivela de marca, fez o resultado final (1-0) e embalou os azuis e brancos para o título, com 7 pontos de vantagem à 12.ª jornada.
Só que, para desespero dos adeptos encarnados, o pecúlio de Quaresma frente ao Benfica não acaba aqui. Estávamos na 8.ª jornada do campeonato de 2006/07 quando as águias foram ao Estádio do Dragão perder 3-2 (com um golo de Bruno Moraes aos 90’+2…), com destaque para o 2-0, que mostrou mais uma vez que, contra o histórico rival, Quaresma fazia questão de se mostrar. Fletiu da esquerda para o centro e deixou Quim a correr perdido enquanto a bola se aninhava no fundo das redes encarnadas. De génio.
Quaresma contra o Benfica
O adeus noutro clássico
Aos 30 anos, Quaresma volta à casa onde mais golos marcou e mais títulos conquistou. Tudo isto depois de uma experiência a roçar o desastre no estrangeiro, logo a começar pela mudança para o Inter na temporada de 2008/09. Inter, Chelsea, Besiktas, Al Ahli. Quatro uniformes diferentes mas com o rendimento quase sempre muito abaixo daquele que foi mostrando com as riscas azuis e brancas.
Curiosamente, o último jogo de Quaresma no FC Porto colocou-o diante do seu outro amor. A final da Taça de Portugal, na época de 2007/08, contra o Sporting, clube que o formou, terminou com um triunfo leonino (2-0) e uma exibição desinspirada do Mágico. Esse dia pertenceu a Rodrigo Tiuí, que bisou no prolongamento.
O clássico entre leões e dragões é demasiado cedo para possibilitar um regresso de Quaresma contra o antigo clube, mas as circunstâncias do calendário até podem ser simpáticas para o extremo. É que, se contra o Benfica tem a poção do sucesso, diante do Sporting nunca a encontrou. Em 10 jogos, soma apenas um golo.