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Salgueiros-FC Porto, 0-1: Sofrimento a mais para cumprir a tradição

Salgueiros-FC Porto, 0-1: Sofrimento a mais para cumprir a tradição

O FC Porto cumpriu sábado a tradição de vencer em Vidal Pinheiro, mas desta vez ganhou apenas por 0-1 e jogando pouco, pelo menos para quem tem ainda aspirações óbvias à conquista do título. O fim do dia estava muito quente, mas não havia grande tensão no ar. O FC Porto jogava muita coisa, o Salgueiros quase nada, e o “derby” levou pouca gente a Vidal Pinheiro. E, como sempre, mais portistas que salgueiristas.

Um golo único bastou ao FC Porto, um golo marcado mesmo sobre o intervalo - já tinha sido mostrada a placa do minuto que Isidoro Rodrigues concedera como descontos - e um golo meio aos trambolhões, porque no remate de Clayton a bola foi desviada por Ricardo que, assim, traiu Jorge Silva. Digamos que o FC Porto fez o suficiente para ganhar, criando algumas oportunidades. Mas acabou em sofrimento, com dois cantos do Salgueiros a levarem os adeptos portistas a suster a respiração. Um sofrimento, diga-se, mais consequência de uma tendência quase masoquista dos portistas, do que propriamente de inspiração salgueirista. O que não é grande particularidade para uma equipa de campeões.

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Fernando Santos entrou no jogo com o seu novo modelo de dois homens em ponta (Maric e Pena) que tem tido algumas virtualidades importantes, como por exemplo Pena tocar menos vezes na bola e, assim, estragar menos jogo, porque o brasileiro só é decisivo na área. Mas sábado Maric entrou apático e o técnico rapidamente trocou as coisas, puxando o croata para a direita, Capucho para organizador de jogo e Clayton na esquerda. E antes da meia hora trocou mesmo Maric por Drulovic, colocando Clayton quase como segundo ponta-de-lança e Deco a organizar o jogo, o que não é uma especialidade deste. Mas Deco fez um grande jogo de sofrimento e recuperou dezenas de bolas, o que era bem necessário naquele meio-campo para juntar à pendularidade de Paredes e à ausência de ajuda dos homens da frente.

O Salgueiros tem o seu esquema de contra-ataque sempre pronto-a-vestir, com João Pedro, conhecido entre os colegas por “Zé da Mota” pela sua velocidade, e Caló como homens mais adiantados. Pedrosa era quase terceiro central e começou por marcar um dos pontas-de-lança, Rui Ferreira era segundo trinco, Carlos Ferreira também defende mais do que ataca.

Foi com a entrada de Drulovic que o FC Porto deu um pequeno safanão no jogo e o ganhou nesses quinze minutos finais do primeiro tempo. Criou três ou quatro situações de perigo, mas que Pena desperdiçou, ou pelo seu deficiente jogo de cabeça ou com remates sem nexo de um jogador que acabou bem substituído já na parte final, quando Fernando Santos resolveu colocar Chainho para ver se sofria um pouco menos.

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O Salgueiros não fez um remate perigoso enquadrado na baliza de Ovchinnikov - o FC Porto, já agora, só fez o do golo. Um livre de Pedrosa um pouco alto já depois do intervalo e, sobretudo, uma fuga de Paquito pela direita que Jorge Andrade safou por um pêlo quando Basílio se aprestava à estocada final foi tudo o que o onze de Vítor Manuel construiu. No mais, resmas de cantos, mas sem perigo. Por isso não se percebeu porque é que o FC Porto resolveu sofrer tanto. Não era preciso, e com tantos homens ofensivos a equipa só criava bons lances em contra-ataque e faltava quem balanceasse o jogo e quem segurasse a bola. A certa altura é óbvio que já só contavam os três pontos. O essencial, nesse aspecto, foi conseguido.

Árbitro

Foi uma tarde quase santa para ISIDORO RODRIGUES, com um erro grave, aos 52 m, inventando uma falta de Paredes à entrada da área que deu o remate mais perigoso do Salgueiros.

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O Golo

45' - Clayton, 0-1: Jogada de insistência do FC Porto conduzida por Paredes pelo centro. O médio galgou até à entrada da área e libertou para Clayton, que, centrando-se com a baliza, teve êxito num remate feliz que ainda tabelou num defesa antes de entrar.

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