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A saída de Thiago Silva foi anunciado esta quinta-feira pelo FC Porto. O central brasileiro, de 41 anos, despede-se com uma mensagem de gratidão e garantindo que foi uma grande felicidade representar os dragões pela segunda vez.
“Estes meses dizem-me que tudo valeu a pena. Foi tudo incrível, um prazer enorme, vivi momentos de grande felicidade. Vitórias, derrotas, suspense, nervosismo, ansiedade por saber se conquistaríamos o título, especialmente depois da derrota contra o Casa Pia. Foram situações difíceis, mas o grupo manteve-se sempre muito forte e unido e merece tudo de bom. A equipa merece muito mais do que viveu este ano" começa por referir citado pelo FC Porto.
O central reconhece que também houve momentos de algum stresse. "O jogo contra o Casa Pia, para mim, foi crucial para o nosso título. Depois dessa derrota tivemos momentos de cobrança no balneário e foi aí que eu percebi que estávamos próximos de vencer o título, por essa cobrança depois de um jogo que todos diziam que o FC Porto ia vencer facilmente. Depois de perdermos tivemos de recuperar a confiança dos adeptos que possam ter ficado com dúvidas", refere.
Thiago Silva agradece à família portista. "Foram tempos interessantes para mim, de crescimento pessoal e profissional, de aprendizagem no futebol com o mister Farioli e a sua equipa técnica. Os adeptos do FC Porto vão marcar-me para sempre e espero também marcá-los. Olho para trás e vejo os momentos incríveis que vivemos e este título foi para a família portista, que tanto merece. "
O internacional brasileiro refere ainda que a festa do título superou todas as expectativas. Nunca imaginei uma festa assim, foi um dia inesquecível. Eu já tinha festejado alguns títulos, mas este está entre os principais em termos de festa e em termos de educação das pessoas. Eu não vi uma única confusão na rua. Com tanta gente, basta uma pessoa pisar a outra que há logo um conflito, mas, naquele percurso todo, não houve uma única confusão. Foi tudo muito organizado e o FC Porto é isso: cuidamos uns dos outros. Estou muito satisfeito da minha trajetória aqui.”
Por último não fecha a porta de vez: “Nunca sabemos o dia de amanhã. Eu gostaria de trabalhar nos clubes onde vivi momentos felizes e sonho passar por todos eles. Deus está a guardar esses momentos para mim e será tudo no tempo dele, como foi o meu regresso. Por mim teria jogado no FC Porto logo em 2004, mas não foi possível. O tempo de Deus foi agora, voltei e fechei esse ciclo de uma forma vitoriosa. Deixei a minha fotografia na parede e este fica para a história como um dos principais títulos da minha carreira. Não é um adeus, é um até logo.”