Na chegada à Áustria, Toni Martínez foi o escolhido para dar voz ao grupo portista e, na hora de responder aos jornalistas, não fugiu ao tema do seu afastamento no final da época passada, numa decisão tomada pela estrutura de futebol em conjunto com Sérgio Conceição.
"Não tenho problemas em falar sobre isso. Sem dúvida que para mim foi um momento muito, muito desagradável, porque se questionou o meu profissionalismo. Mas é algo que já ultrapassei, que me fez mais forte, sem dúvida. Sem querer falar muito do tema, é uma coisa que fica para a minha vida, que trabalhei muito para voltar e que graças a Deus estou cá. Estou onde quero estar e muito feliz de estar de volta e de estar com a equipa", atirou o espanhol, que não escondeu a frustração por ter sido colocado a treinar à parte.
"Sempre me senti desejado até o momento de uma decisão que considerei muito injusta. Sempre dei o meu melhor pelo clube, respeitei o símbolo que levamos no peito, de um clube que é maior do que todos nós. Acho que isso é o mais importante. Estou cá com uma nova energia e sempre preparado ao máximo", acrescentou, sem divulgar se Vítor Bruno teve alguma conversa particular com ele: "Isso vou guardar para mim. São coisas do passado, não quero falar muito do tema. O treinador vem com uma energia incrível e isso vai passar para o plantel, sinto isso nos meus colegas e é para continuar aqui na Áustria."
Por Nuno Barbosa