Adjunto de Guardiola e o que lhe disseram quando assinou pelo FC Porto: «Nunca vais poder assinar pelo Benfica»
Pepijn Lijnders lembrou ainda os primeiros tempos no Dragão: "estive a recibos verdes, podiam correr comigo"
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Pepijn Lijnders, que foi adjunto de Jürgen Klopp durante vários anos no Liverpool e desempenhava recentemente as mesmas funções com Pep Guardiola, no Manchester City, lembrou o tempo em que, com 24 anos, chegou ao FC Porto, no decorrer da 4.ª Conferência Bola Branca, da Rádio Renascença. "Cheguei na altura do Vítor Frade, Antero, Luís Castro, e fiquei logo apaixonado pelo clube. O Porto, a cidade, adora futebol, mas adora ganhar. Ganhámos todos os jogos, jogámos o último jogo com o Boavista, jogaram os menos utilizados e empatámos, levei logo um puxão de orelhas: 'Isto nunca pode acontecer, é para ganhar sempre!', disseram-me", começou por lembrar.
"Estive três, quatro meses a recibos verdes, nem sabia que podiam correr comigo quando quisessem. Quando assinei o primeiro contrato, disseram-me que aquilo significava três coisas: 'Primeiro, agora fazes parte da família; depois, passas a ganhar mais - e eu disse, ok, por mim, tudo bem; terceiro: nunca vais poder assinar pelo Benfica", atirou.
Vincando a "vertigem ofensiva de Jürgen, em que a dinâmica era atacar, atacar, atacar", explicou: "No Liverpool, no início foi preparar a reação, a cada ano tentávamos tornar o futebol mais imprevisível, quando perdíamos a bola, disparava o alarme, havia pressão de todo o lado. Com Guardiola, a ideia é sufocar, quer cercar sempre os adversários. A forma como ele explica o que quer, como está sempre insatisfeito. A forma como a bola circulava no Barcelona era incrível, foi buscar tudo ao Cruyff, não temos de inventar nada."
Bem disposto, revelou: "Para onde vai o Pep? Vai jogar golfe (risos)". Lembrando que "Bernardo é competição pura", atirou, sublinhando a disponibilidade e versatilidade do craque português: "É o primeiro a ser escolhido e o último a saber onde vai jogar."
Desafiado a revelar as razões que levaram à adaptação de Matheus Nunes a lateral, explicou: "Sou holandês, é futebol total! (risos) Ele é muito rápido e, como médio, sabe atacar bem por dentro, bem por fora, defende muito bem por fora, oferece muito à equipa, é incrível."
"Portugal tem um talento incrível, jogadores fantásticos. Podem fazer 3 equipas para ir ao Mundial", rematou.