Pinto da Costa taxativo: «Não tínhamos nada que responder a Villas-Boas»

Presidente do FC Porto explica silêncio às questões colocadas pelo outro candidato às eleições de dia 27

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• Foto: Pedro Catarino
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Jorge Nuno Pinto da Costa esteve presente este domingo num almoço com apoiantes à sua recandidatura à presidência do FC Porto numa unidade hoteleira em Lisboa e explicou por que não respondeu às questões colocadas pelo candidato André Villas-Boas.

"Não tínhamos nada que responder, porque ele escreveu-nos como acionista e como acionista o Código das Sociedades diz que para terem direito a respostas tem que ter 10% do capital e ele só tem 0,2%. Portanto, não tínhamos obrigação nenhuma de responder e optamos por o não fazer, porque tudo o que disséssemos sabíamos que era para vir para a praça pública. E a vida do Futebol Clube do Porto é para ser discutida nas Assembleias Gerais, tanto da SAD como do clube. Por isso, não respondemos", esclareceu.

O líder dos dragões defendeu ainda que não tinha visto Villas-Boas como potencial futuro presidente do FC Porto enquanto foi treinador da equipa principal de futebol, em 2010/11: "Não, porque nunca lhe vi características que não fosse para treinador e foi com sucesso. E um treinador que eu gostei muito de ter connosco e que só deixou por vontade própria quando o Chelsea bateu a cláusula e ele foi."

"As pessoas têm que acreditar naturalmente que há muita gente que conhece o trabalho que fizemos nestes 42 anos e não fui eu sozinho, foram as equipas que me acompanharam. Nós vamos em projetos e o nosso projeto é conhecido, vai ser a Academia, que desde já vos comunico que às 15h30 de segunda-feira será apresentado no local à comunicação social, que é um projeto ambicioso e que, se nós não ganharmos, naturalmente irá ser rasgado, como disse a outra campanha. Portanto, é acreditar no projeto, é acreditar nas modalidades."

"Quando dizem que as modalidades abrandaram... estamos em primeiro lugar em todas as modalidades, hóquei em patins, andebol, basquetebol, voleibol, estamos em todas em primeiro lugar, vamos continuar a apostar nelas e no futebol, como é óbvio que é o motor de tudo o resto", vaticinou.

A propósito da época menos conseguida por esse 'motor', Pinto da Costa sustentou: "Toda a gente sabe que ninguém ganha sempre, o FC Porto tem ganho mais do que os outros. Nestes últimos quatro anos nós sozinhos vencemos mais do que os outros dois juntos. Vai ter importância é acreditarem no projeto e acho que já demos provas de que realmente somos capazes de ganhar títulos, de fazer grandes equipas e vamos sobretudo estar atentos e ter uma remodelação grande na parte administrativa e financeira para que o clube daqui a quatro anos esteja realmente fácil de governar." E ressalvou, desafiado a pronunciar-se sobre a eventualidade da Taça de Portugal poder atenuar o peso de uma época menos conseguida: "Não é uma questão de atenuar ou não atenuar. A Taça de Portugal é a segunda prova mais importante do país. Nós, felizmente, temos ganho muitas. Vamos tentar ganhar mais uma e será mais um troféu para o FC Porto e será o 11º da era do Sérgio e Conceição."

Antes de terminar, fez questão de afastar o fantasma do fair-play financeiro. "O fair play financeiro, esse papão, é uma arma de arremesso da lista do senhor Villas-Boas, mas não vai ter influência alguma porque as pessoas sabem, como eu já afirmei, que já temos o documento da UEFA a dizer que está tudo em ordem e que vamos poder entrar nas taças europeias como tem sido habitual", afiançou.

A confiança na vitória foi reiterada sem hesitações. "Os prognósticos só no fim, como dizia o João Pinto, agora é evidente que ele tem grandes apoios, mas eu acredito que os sócios do FC Porto me vão escolher a mim."

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