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Villas-Boas aponta aos "10 milhões de diferença" entre o plantel do FC Porto e do Sporting

Em entrevista, o presidente do FC Porto aborda a reestruturação que foi obrigado a fazer no início do seu mandato

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Froholdt e Fresneda em ação
Froholdt e Fresneda em ação • Foto: José Gageiro/Movephoto
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Na longa entrevista que deu ao canal de Youtube 'Primeiro Toque', e além de , André Villas-Boas falou também da reestruturação que levou a cabo no FC Porto no início do seu mandato. 

"Desde que tomei posse a 27 de abril, tinha responsabilidades de 16 milhões de euros para pagar em um mês e não tinha qualquer possibilidade de fazer face às mesmas. Portanto, aí fomos salvos por sócios do clube que nos permitiram injeção de capital imediata para fazermos face a essas obrigações, onde nessas obrigações se situavam pagamentos a fornecedores, a clubes, a salários a funcionários e salários a jogadores e de diferentes modalidades em atraso. E não fosse a generosidade dessas pessoas — pessoas que hoje as levamos no coração e que nos têm ajudado —, teríamos entrado numa situação difícil. É claro está que há muitas pessoas como nós e que se relacionam com amor total ao FC Porto e que não hesitaram em depositar dinheiro que é seu nas contas do clube, ao que o FC Porto conseguiu devolver esse dinheiro até dezembro de 24, fruto também depois da conclusão do que foi o projeto Porto StadCo, que nos permitiu levantar 115 milhões de euros em US Private Placed Bonds, portanto, em obrigações no mercado americano. A partir daí deu-se também, por continuidade desse projeto, a venda de parte da Porto StadCo à Ithaka, uma construção de um negócio que já vinha da anterior administração, o que nos elevou o total de capital para cerca de 180 milhões de euros, mais ou menos. E depois, chegados a janeiro de 2025, a venda do Nico González e do Galeno, que nos permitiu uma injeção de capital de 110 milhões de euros. Portanto, todas estas operações foram absolutamente fundamentais na sustentabilidade do clube, pelo menos a curto prazo, resolução de imensos problemas e de tornar o FC Porto, basicamente, um clube credível na banca, com os seus fornecedores, com os seus funcionários, com os seus jogadores", afirmou.

Uma transformação profunda, muitas dores de cabeça, muitos sustos, muita vergonha também...
Villas-Boas e as dificuldades no arranque do mandato na presidência do FC Porto

E prosseguiu: "Depois, em continuidade com isso, permitiu-nos investir no plantel de 25/26 o que faz com que o FC Porto neste momento, por pequena diferença, não seja atualmente o plantel mais valioso do futebol português — porque o do Sporting ainda está valorizado acima —, mas encontra-se muito perto, à distância, se não me engano, de 10 milhões de euros. Portanto, uma transformação profunda, muitas dores de cabeça, muitos sustos, muita vergonha também, porque quando se está perante alguém e se diz que não temos capacidade de pagar algo com o qual estamos obrigados, custa, porque as pessoas também têm as suas próprias responsabilidades. E, no fundo, essa foi a grande vitória da nossa equipa.

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