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Gil Vicente homenageia figuras do clube na gala 'Os Adelinos'

Foto: Gil Vicente FC
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Cerimónia distinguiu figuras históricas e atuais do clube de Barcelos

O Gil Vicente realizou esta segunda-feira, no Theatro Gil Vicente, em Barcelos, a primeira edição da gala 'Os Adelinos', integrada nas comemorações dos 102 anos do clube e dedicada à homenagem de várias figuras ligadas à sua história.

Num ambiente de reconhecimento, o evento distinguiu César Peixoto como melhor treinador e o médio Santi García como melhor jogador, premiando também outras figuras ligadas ao universo gilista: Paulo Alves (carreira), Francisco Dias da Silva (reconhecimento), Câmara Municipal de Barcelos (parceiro), Francisco Senra da Silva (dirigente), Carlos Barbosa (sócio) e Ana Especial (colaboradora).

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A iniciativa, que ficará agora instituída no calendário do clube, presta tributo a Adelino Ribeiro Novo, figura histórica que deu nome ao antigo estádio do emblema barcelense, e pretende celebrar o mérito, a dedicação e o percurso de todos aqueles que contribuíram para a afirmação do Gil Vicente ao longo de mais de um século.

Um clube com 102 anos de identidade e crescimento

O presidente do Gil Vicente, Rui Silva, sublinhou na cerimónia a importância da memória coletiva e da construção contínua do projeto gilista: “Num momento como este, é essencial recordar todos os que construíram o caminho até aqui: jogadores, treinadores, dirigentes, funcionários, sócios e adeptos. Todos contribuíram para esta bonita história. Um obrigado a todos eles.”

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O líder do clube destacou ainda a ligação profunda entre o Gil Vicente e a cidade de Barcelos, reforçando a dimensão identitária do projeto:

“O Gil Vicente é o símbolo de Barcelos, representa uma cidade. O clube tem vindo a afirmar-se como um projeto de crescimento sustentado.”

Na sua intervenção, Rui Silva destacou ainda os sinais de evolução do clube ao longo dos últimos anos, nomeadamente no aumento de sócios, na presença no estádio e no desenvolvimento da formação.

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“Crescemos no número de sócios, na presença no estádio e na base de atletas. São sinais concretos de um clube que está a ganhar dimensão e relevância. Mas o crescimento, por si só, não garante sucesso. O que diferencia é a forma como crescemos.”

O presidente sublinhou também a importância da organização interna como fator determinante para a competitividade do clube:

“Somos um clube que compete pela competência da nossa organização e pela eficácia dos nossos processos. Esta é a nossa vantagem competitiva.”

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E acrescentou: “Temos uma estrutura alinhada com o longo prazo, que trabalha com rigor e foco claro. A equipa técnica, o plantel e toda a estrutura são disso exemplo. Esta época é fruto do nosso trabalho.”

Rui Silva terminou dizendo que "a cultura do Gil Vicente assenta no trabalho, na exigência e na superação. Competir implica uma cultura de vitória, construída diariamente e em todos os níveis. No final, há um amor que não se divide. Temos uma base sólida para crescer. Agora cabe-nos continuar a trabalhar com ambição e responsabilidade.”

César Peixoto: "O Gil Vicente está a crescer"

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O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, foi distinguido como melhor treinador. No momento de receber o prémio, deixou palavras de agradecimento à estrutura do clube, ao plantel e aos adeptos.

“Quero agradecer a quem apostou em mim. Este prémio é de toda a estrutura do Gil Vicente e da minha equipa, porque sem eles nada disto seria possível. E aos jogadores, que são as estrelas do futebol. Se não fizessem o que lhes peço, nada disto seria possível também."

O técnico não escondeu o sentimento que treinar o clube minhoto: "Sinto-me muito feliz. Já estive cá como jogador e agora, como treinador, vejo a evolução do clube. O Gil Vicente está a crescer, com os adeptos a regressarem cada vez mais ao estádio. O clube tem dado os passos corretos de forma sustentada e tem vindo a melhorar em qualidade para todos os que cá chegam.”

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Santi García: “O Gil Vicente está no meu coração”

Distinguido como melhor jogador, Santi García destacou o seu sentimento de pertença ao clube e o apoio constante dos adeptos. “Queria agradecer a todos por estar aqui e dar os parabéns a todos os que organizaram este evento. Agradeço também ao presidente e a todos no clube. Sinto-me em casa.”

O médio espanhol fez questão de sublinhar o papel dos companheiros e dos adeptos na sua evolução: “Um agradecimento especial ao treinador e aos meus companheiros, que me ajudam a ser melhor todos os dias. Quero ainda agradecer a todos os sócios e adeptos que vêm ao estádio apoiar a equipa, não só nos bons momentos, mas também quando as coisas não correm tão bem.”

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E concluiu: “Estou muito feliz aqui. É apenas a minha segunda época, mas é como se estivesse cá desde pequeno. Todos os dias é um orgulho levantar-me de manhã e vir trabalhar para este clube. O Gil Vicente está no meu coração e estará sempre.”

Paulo Alves e a memória de uma vida ligada ao clube

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a distinção de Paulo Alves com o prémio carreira, num regresso à sua história no clube, onde viveu 15 anos entre jogador e treinador. “São imagens de uma recordação profunda e muito sentida deste clube, que ocupou grande parte da minha carreira. Foram 15 anos e jamais poderia ser indiferente a este percurso.”

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O antigo jogador recordou momentos históricos, como a subida de divisão e jogos decisivos da sua carreira: “Podíamos falar do jogo na Póvoa que permitiu a primeira subida à 1.ª Liga. Fiz muitos golos neste clube. O Estádio Adelino Ribeiro Novo foi onde fiz o maior número de golos da minha carreira.”

Também não esqueceu momentos difíceis: “Podia falar da final da Taça da Liga… ainda dói, porque poderíamos ter conquistado a taça, mas não faltarão oportunidades e o Gil Vicente irá conquistar troféus no futuro.”

Para Paulo Alves, a dimensão humana do clube continua a ser um dos seus maiores valores: “O Santi García disse o mesmo que eu disse há 40 anos quando cheguei aqui. O lado familiar, o companheirismo e a hospitalidade foram fundamentais para mim.”

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E deixou uma reflexão sobre a evolução do clube: “Ver o que este clube cresceu e se transformou, sem perder a sua identidade, é extraordinário. O Gil Vicente é um dos clubes cuja afirmação nacional e internacional mais forte está para as próximas décadas.”

Liga Portugal destaca crescimento e impacto do Gil Vicente

Também presente na cerimónia, o presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, destacou a trajetória histórica do clube e o impacto que tem vindo a assumir no futebol nacional. “O Gil Vicente celebrou 102 anos de um bonito e marcante trajeto, com uma história que não pode ser apagada. A todos os que serviram a coletividade ao longo destes anos, o Gil Vicente está grato.”

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O dirigente sublinhou ainda o papel dos adeptos na vitalidade do clube: “A presença dos adeptos é motivo de orgulho e demonstra o carinho e a vontade de servir esta instituição.”

E destacou os números e a consistência competitiva do clube: “O Gil Vicente tem vindo a fazer um percurso marcante, podendo alcançar o 5.º lugar nesta temporada. Na próxima época, poderá atingir oito permanências consecutivas na I Liga.”

Reinaldo Teixeira realçou ainda a ligação única entre clube e massa associativa: “O Gil Vicente é o clube da nossa Liga com a maior taxa de ocupação do seu estádio. Ultrapassar os 100 mil adeptos numa época prova o calor e o orgulho que rodeiam o clube.”

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A cerimónia contou ainda com a presença de Domingos Paciência (FPF), Pedro Sousa (presidente da AF Braga) e Mário Constantino (presidente da Câmara Municipal de Barcelos).

Por José Santos
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