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O Gil Vicente oficializou ontem a contratação do treinador Luís Pinto com um vínculo válido para as próximas três temporadas. Aposta de longo prazo para acautelar não só a cobiça alheia que levou César Peixoto a trocar Barcelos por Wolverhampton após o desempenho de luxo que os galos patentearam na última edição da Liga Betclic, mas também com a finalidade de proporcionar estabilidade necessária ao novo treinador.
“É uma escolha óbvia que já tínhamos tentado no passado. Não foi possível, mas ficou o contacto e surgiu o momento certo”, justificou Rui Silva, presidente do Gil Vicente, para logo de seguida justificar o porquê da ligação ser válida até 2029: “Acreditamos muito na continuidade e no trabalho a médio e longo prazo porque a estabilidade é importante para se desenvolver um trabalho sério. Foi precisamente isso que tentamos transmitir ao Luís Pinto com um contrato mais longo”.
Compromisso extenso compatível com a ambição de Luís Pinto e que o técnico pretende corresponder com um “futebol com identidade” para dar expressão à “vontade recíproca de crescer”.
“Os primeiros contactos foram ótimos e esta é uma ligação entre duas entidades que querem evoluir. Senti logo que há uma vontade muito grande de progredir e eu também quero muito desenvolver-me como treinador, pelo que acredito que grande parte do nosso sucesso está muito relacionada com essa determinação, que é o que podemos controlar”, afirmou Luís Pinto, revelando que a sua perspetiva para o futebol do Gil Vicente também contempla uma linha de continuidade com o passado recente: “Vamos entrar em todos os jogos para vencer e procurar ser muito consistentes no capítulo defensivo e muito periogosos nos comportamentos ofensivos. São ideias que quero começar a implementar desde o primeiro dia, também para que os nossos adeptos se identifiquem com o nosso estilo e possam usufruir do espetáculo com prazer”.