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Luís Pinto aponta a início histórico do Gil Vicente: «É uma motivação»

Luís Pinto
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Embalado pelos dois triunfos em dois jogos, ambos em casa, o Gil Vicente visita este domingo (20H30) um Famalicão ainda a zeros nesta edição da Liga Betclic. Luís Pinto, técnico dos galos, reconhece haver motivação de sobra para o lado dos galos no dérbi minhoto.

Duelo com o Famalicão, primeiro jogo fora de casa…

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“Tal como tinha sido na antevisão do jogo com o Sp. Braga, em que os nossos adeptos tinham esgotado os bilhetes, cerca de 1000, agora também, e vamos ter cerca de 400 adeptos em Famalicão e isso é sinal do gosto que têm em acompanhar a equipa. Vai ser um jogo extremamente desafiante, uma equipa que vem de uma época muito positiva, similar à do Gil Vicente, não tem tido o arranque que queria, mas tem jogadores e um treinador que conhece muito bem o futebol português, tem muita experiência acumulada. Será um jogo muito desafiante. Será também a primeira vez a jogar fora, o que será muito interessante para nós.”

Famalicão em crise?

“Não. O importante é percebermos que o contexto é um e a realidade é outra. O adversário tem valias, vai querer responder, não traz nada de positivo ou negativo. Vai obrigar-nos a estar concentrados, de mostrar personalidade, mas não acho que o contexto vá alterar a ocasião. Vai ser um jogo de desafios para ambas as equipas.”

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Erros do adversário:  

“No futebol, se não existissem erros era um desporto um bocado chato. Queremos minimizar os erros, claro, e provocar erros no adversário. Mas, estou muito mais focado no que podemos fazer, em provocar os erros, do que olhar para os erros do Famalicão.”

Ainda falta muito para a equipa atingir o ‘ponto Luís Pinto’?

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“As nossas duas prestações deixaram-nos felizes pela personalidade e capacidade da equipa, mas não acredito que podemos atingir um ponto perfeito. Vamos tentar dar continuidade ao que estamos a fazer bem, mas a informação é tanta, a análise é tanta de tentar anular os adversários e eles a nós. Para poder atingir esse ponto temos de estar constantemente à procura de melhorar, tem que ser o nosso dia-a-dia. Fazer o jogo perfeito não existe no futebol, mas as sensações que temos são positivas.”

O Gil não sofreu golos nos dois jogos. Passa à equipa uma mensagem da importância de não sofrer golos?  

“Não, porque não acredito na comunicação pelo resultado, mas sim pelo processo. Todas as pessoas que jogam à bola sabem que não sofrer golos é bom e marcar é um espetáculo. A base da mensagem não é essa, a base é o processo e que possamos estar melhor do ponto de vista defensivo. Claro que gostava de ficar sempre de baliza a zeros.”

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Melhor arranque da Liga em caso de vitória. É uma motivação?

“Sim, é uma motivação, por que não? Não tenho problemas nenhum em dizer que quero ganhar pelo simples facto de vencer, mas também por podermos fazer o melhor arranque de sempre. Podemos escolher duas formas de estar no futebol e uma delas é sonhar. Seria interessante fazer o melhor arranque de sempre, mas isso não está no nosso pensamento”.

Plantel está fechado?

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“Por mim, se ficasse assim estava ótimo. Falta uma semana de trancas à porta e está resolvido [risos]”.

 

Por José Mário
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