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Três anos depois de chegar a Barcelos, Samuel Lino está de saída para o Atlético de Madrid. Em jeito de despedida, o extremo concedeu uma entrevista à Gil Vicente TV e mostrou-se satisfeito com o seu percurso no clube.
“O tempo passa rápido e faço um balanço por etapas destes três anos. O primeiro ano foi de adaptação e serviu para aprender a cultura do país e de Barcelos e para as pessoas. Vim para cá por por empréstimo e tentei que me comprassem, o que acabou por acontecer. No segundo ano joguei, mostrei as minhas capacidades e os números foram bons. Agora, neste terceiro ano, o reflexo da boa temporada foi termos ido à Europa. Foram uns bons três anos na minha vida e na minha carreira. Vou levar para sempre as aprendizagens e as coisas boas”, começou por referir.
Assumindo que o facto de ter jogado como ponta-de-lança durante grande parte da temporada passada foi positivo para o seu crescimento, o jovem brasileiro destacou a importância de Vítor Oliveira e Dito na sua carreira. “Tenho um carinho enorme pelo Vítor Oliveira e pelo Dito. Nunca me esquecerei que foi o Vítor Oliveira que me lançou no nível profissional nem dos conselhos do Dito. Às vezes o Vítor Oliveira dava-me uma ‘dura’ e o Dito vinha depois dizer-me para ter calma e que as coisas iam melhorar”, frisou, dando ênfase também à boa relação que tem com o presidente Francisco Dias da Silva: “O Tiago Lenho diz que o presidente é o meu avô [risos], tenho uma relação muito boa com ele”.
O Gil Vicente conseguiu uma inédita qualificação europeia, num cenário que, admite Samuel Lino, se tornou um objetivo a meio da época. “O próximo ano é para a Champions League [risos]. Chegámos a um ponto em que estávamos com muita confiança e fomos ganhar à Luz, ao Dragão e a Braga. Quando o mister lançou o desafio do 5º lugar, o plantel já estava com muita confiança e acabou por não ser uma surpresa. Só tivemos de confiar no processo do míster”, asseverou.
O camisola 29 concluiu falando sobre o futuro: “Tenho o sonho e jogar campeonatos grandes e de chegar à seleção brasileira, mas vim para o Gil Vicente sem a expectativa de que as coisas pudessem acontecer como acabaram por acontecer. Tentei só dar o meu melhor para perceber como é que as coisas aconteceriam. No início da temporada nunca imaginei que as coisas me corressem tão bem. Almejo jogar em grandes clubes e não sei o que pode acontecer na minha carreira porque sou muito novo. Posso fazer ainda mais golos do que fiz aqui, acho que o melhor está por vir. Acredito que as coisas vão correr ainda melhor do que nesta época. O trabalho e o foco permitiram-me chegar onde estou agora, o trabalho da primeira temporada está a ser recompensado. Acredito que posso jogar no patamar mais alto do futebol mundial”.
Pelo passe do brasileiro, o Atlético de Madrid pagou cerca de 6,5 milhões de euros.
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