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O técnico do Marítimo, João Henriques, tem noção que seria uma surpresa a sua equipa pontuar na Luz, mas observa que no futebol tudo é possível.
"As surpresas acontecem. Obviamente que seria uma surpresa, pois seríamos os primeiros a contrariar esta sequência de vitórias do Benfica, uma equipa a quem todos reconhecemos competência e que está em primeiro lugar. É a melhor equipa do campeonato nesta altura", assinalou Henriques, que historicamente até já venceu na Luz pelo Santa Clara. "Cada época e cada jogo têm a sua história. O passado é só bonito para olharmos para trás e dizermos o que fizemos. Temos é de olhar para o presente e, para mim, uma coisa é sempre certa: não há adversários mais ou menos difíceis. Sabemos e temos o respeito de cada um deles, sabemos a hierarquia e os objetivos de cada um, mas a nossa ambição é sempre igual: tentar vencer em qualquer campo, independentemente do adversário. E essa é uma mensagem que passamos às nossas equipas e dessa forma que entramos em campo".
Ideias passam
Com mais uma semana de trabalho, as ideias do novo treinador estão mais assimiladas. "Convém esclarecer: o que eu disse, e reforço, é que para a nossa forma de jogar e a nossa ideia, a equipa não estava preparada. Tivemos só dois ou três dias (antes do Gil Vicente). Ponto final parágrafo, o resto são especulações. As nossas ideias, com mais dias, vão passando a pouco e pouco. Não são melhores nem piores, são as nossas, e é a nossa forma de estar. Já acumulámos 8 sessões de treino, que é melhor do que 3. Vamos estar melhor preparados para estas ideias, mas ainda não a cem por cento naturalmente. 8 sessões de treino não são suficientes para consolidar os processos que queremos implementar", referiu.
Fundamental, apontou João Henriques, é não ir à Luz apenas para defender. "Todos conhecemos a equipa do Benfica e, se fosse fácil, já alguém os tinha parado. Está moralizado, vem de uma sequência extraordinária de resultados e tem individualidades muito boas. Mas o Benfica não vai ganhar os jogos todos até final, nem nós vamos perder os jogos todos. Algum dia vai acontecer", realçou, notando: "Estamos convictos que podemos fazer um bom jogo. Vamos ser competitivos. Obviamente que os grandes entram para estes jogos com maior percentagem de favoritismo, mas vamos fazer o nosso trabalho. Não vamos só para defender, sabendo de antemão que o adversário terá mais bola e estaremos mais tempo no nosso processo defensivo, pelo poderio do adversário, e quando a tivermos a bola vamos ter critério, chegar à baliza do adversário e procurar fazer golos. Temos de ser agressivos, com e sem bola", finalizou.