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Rui Borges: «Somos a mesma equipa quando ganhamos e quando perdermos»

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Rui Borges fez esta quinta-feira a antevisão ao jogo com o Arouca, partida agendada para amanhã (20H15) e que abre a 9.ª jornada da Liga Betclic.

O que espera da sua equipa após a derrota com o Paredes, da Taça? "Foi uma semana normal, cientes do que não fomos capazes de fazer. A responsabilidade maior foi minha, não foi preciso trabalhar em termos psicológicos porque a eliminação não belisca o que têm sido como equipa. Não queríamos a eliminação, mas é passado. Temos de seguir o nosso caminho, focar no campeonato, agarrar no que de bom fizemos até aqui. Somos a mesma equipa quando ganhamos e quando perdermos. Podíamos ter feito muito mais, mesmo com 10 jogadores. Agora, queremos focar-nos no Arouca, ser competentes e competitivos, voltar a mostrar a nossa imagem do campeonato. A equipa está preparada, ciente do que tem feito de bom até aqui".

Que reação espera na Liga depois da longa paragem? "Acredito que esse fator não tem peso, mas esta paragem não é tão benéfica quanto isso, até porque estávamos numa fase positiva. O Arouca tem uma equipa bastante competente, intensa, bem orientada por um treinador que me é conhecido. É uma equipa que tem jogadores no ataque que fazem a diferença a qualquer momento. Se calhar o principal adversário, para nós e para eles, será o estado do terreno pelo mau tempo. Esperamos que a relva possa a ajudar ao espetáculo. Temos de perceber o que o jogo vai dar a cada uma das equipas. Temos de nos focar no que podemos fazer e ao que nos podemos adaptar. Estamos identificados no que o Arouca é forte, tem usado duas estruturas ao longo dos primeiros jogos, estamos preparados para uma e para a outra".

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O Arouca tem feito boas exibições fora de portas, o Moreirense pode aproveitar esse fator? "É uma equipa que gosta de jogar desde a primeira etapa de construção, gosta de sair com critério. O campo deles não tem estado nas melhores condições, não será benéfico para a sua ideia de jogo. Olho mais para o coletivo do Arouca, não para o que podem fazer em casa ou fora de portas. Temos de perceber como nos podemos adaptar, se podemos sair a a jogar a partir de trás. Estamos avisados para tudo o que possa vir a acontecer. O grupo tem compromisso, adapta-se ao que o jogo pode dar. Esperamos que o tempo melhore para que possa ser um bom jogo".

Ausências de Ponck e João Camacho? "O Camacho e o Dinis estão em dúvida, o Dinis sofreu uma pequena pancada. Vamos ver como o Camacho evolui no dia a dia".

Entende que pode haver necessidade de mudar peças no meio-campo face ao estado do tempo? "Isso é subjetivo. A malta pesada pode ficar mais agarrada, mais presa, eles são mais leves. Podemos pensar em alguma nuance, mas não é esse o principal foco para a preparação do jogo. Os mais leves saltam mais, não ficam tão presos".

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Por Bruno Freitas
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