Um empate frente ao V. Guimarães neste sábado chega para o Nacional garantir a permanência na Liga Betclic. Contudo, Tiago Margarido não quer falar sobre empates, garantindo estar focado na vitória (18H). O pensamento é só um, depois de uma semana onde o grupo de trabalho reconheceu que esteve menos bem na ronda anterior, frente ao Santa Clara, havendo a promessa e o empenho para corrigir os erros na última jornada.
“Foi uma semana onde houve uma reflexão daquilo que passou no último jogo. Não podemos repetir a intensidade e a falta de agressividade que houve na primeira parte no jogo dos Açores. Os jogadores entenderam a mensagem, deram a resposta em treino onde se dedicaram e procuraram melhorar esse fator que não correu tão bem no jogo anterior, numa semana de muita concentração e preparação. Foi uma semana em que nós, equipa técnica, e os jogadores mostrámos confiança de que vai ser a semana onde vamos conseguir fechar o grande objetivo da época”, afirmou o técnico.
Questionado se a equipa vai tentar gerir o facto de a igualdade frente aos vimaranenses ser suficiente, Tiago Margarido foi claro. “Sinceramente, não pensamos no facto de podermos empatar. Só pensamos em vencer o jogo, entrando em campo para sermos nós a selar as contas da permanência, não estando preocupados com o que vai acontecer nos outros campos. Estamos focados em fazer o nosso trabalho, que é, única e exclusivamente, conseguir uma vitória para o Nacional”, frisou.
Sobre o opositor deste sábado, o técnico dos insulares não espera facilitismo pelo facto de os minhotos terem a classificação definida. “Acredito, pela história do clube, que nunca vão desarmar até ao último jogo. Têm uma fator extra de motivação, que é o facto de viram de duas derrotas seguidas e se averbarem a terceira entram no ciclo mais negativo de toda a época. Tenho a certeza que não querem isso. Contamos com um Vitória fortíssimo, que vai fazer tudo para ganhar os três pontos, assim como o Nacional”, garantiu.
Margarido espera contar, como sempre aconteceu até agora, com o factor casa, onde os adeptos serão o 12.º jogador. “Sem dúvida que os adeptos têm a perfeita noção de que se trabalharmos em conjunto vamos estar próximos daquilo que é o grande objetivo da época. O meu repto é que venham ao jogo em massa e que trabalhemos em conjunto para conseguir a permanência”, apelou.
"Não faço ideia se é o adeus à Choupana"
O treinador dos alvinegros foi claro nas expetativas que tinha para a presente temporada, onde já previa dificuldades acrescidas. “Se eu lhe disser que não esperava ter menos dificuldades, você não vai acreditar. Mas, do fundo do coração, sabia que a 1.ª Liga é super competitiva e este ano está muito mais competitiva do que no ano passado. Sempre disse nas conferências que isto iria ser até à última jornada, que é o que está a acontecer, pois as equipas estão bem apetrechadas. Não é nada que não compreenda. Logicamente que queríamos ter resolvido as coisas mais cedo, mas mais do que resolver mais cedo, queríamos sempre depender de nós e é isso que está a acontecer”, sublinhou.
Em final de contrato com o Nacional, Tiago Margarido não se alongou quanto ao futuro próximo. Apenas se diz concentrado em garantir o objetivo. “Muito honestamente, enquanto treinador e líder da equipa técnica, não estou a pensar se amanhã é o último jogo, o adeus à Choupana, um fim de ciclo. Temos uma única missão que é manter o Nacional na principal Liga. Após isso, que espero que seja amanhã [sábado], vou sentar-me com o meu empresário e ver o que existe. Até lá não penso em mais nada a não ser em conseguir o grande objetivo da época do Nacional”, frisou.
Quanto ao cenário de poder vir a ser convidado a ficar nos alvinegros se o objetivo for atingido, manteve a tónica. “Não faço a mínima ideia se com a permanência me irão convidar, é uma pergunta que terá de fazer ao presidente e à administração”, referiu.
No entanto, não esconde que o Nacional é um emblema especial. “É um clube que me diz muito pelos três anos que passei aqui, três anos esses que espero que culminem em sucesso, pois os dois anteriores foram de bastante sucesso na minha ótica. Conseguimos subir de divisão contra todas as expectativas e no ano seguinte conseguimos a permanência para acabar com o sobe e desce que o clube atravessava. Esta temporada também é muito importante para dar estabilidade ao clube de modo a criar uma base para pensar coisas maiores daqui para a frente. Está tudo em aberto, mas não depende de mim e só pensarei nesse assunto se ele vier à baila por parte de quem dirige, na próxima semana”, finalizou.
De acrescentar que o técnico nacionalista não vai poder contar com os lesionados Lenny Vallier, Ivanildo Fernandes, Ulisses Wilson, Miguel Baeza e o médio ofensivo Liziero, mas já terá de regresso às opções o central Zé Vítor.