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Petit: «Vamos à procura da terceira vitória seguida no campeonato»

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Petit quer levar o Rio Ave à terceira vitória consecutiva no campeonato, às quais se junta o apuramento na Taça de Portugal, mas está consciente das dificuldades que a sua equipa vai encontrar no terreno do Santa Clara, atual quarto classificado. O técnico avisa que os seus jogadores estão com a motivação no máximo para tentar vencer o jogo.

É uma entrada de sonho, com três vitórias ao comando do Rio Ave no campeonato?

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"Sim! Foi importante para a equipa, para podermos evoluir, mas o nosso foco e a nossa ambição e a nossa sede de vencer estará sempre presente, não só nos jogos, mas também nos treinos, para que eles possam evoluir, possamos crescer em termos dos processos. É importante também trabalhar sobre essas vitórias, mas o nosso foco passa sempre por preparar o próximo jogo e ver aquilo que o adversário tem para nos criar algumas situações ou algumas dificuldades, e aquilo que nós também podemos aproveitar sobre aquilo que analisámos do Santa Clara. Sabemos que vamos defrontar um adversário que está a fazer uma campanha muito boa, que vem com um registo de vitórias tanto na 2.ª Liga como na 1.ª Liga, o melhor arranque de sempre a nível do Santa Clara, mas neste lado está uma equipa com a mesma ambição, com a mesma sede de querer e vencer, seja em casa, seja fora, por isso, no sábado, vamos estar preparados para dar uma boa resposta e lutar pelos três pontos".

O Santa Clara é o adversário mais difícil que vai defrontar até agora?

"Sim, é um adversário com uma ideia muito fixa daquilo que são os seus processos, tanto em termos defensivos, como em termos ofensivos, com um registo de trabalharem já juntos praticamente há um ano e meio, com um treinador que conhece bem os seus jogadores, tem uma forma de construir a três defesas e projetar os seus laterais, os extremos a vir por dentro, os dois médios muito confortáveis, além de na zona central ligarem muito ao ataque, uma forma de defender diferente, a pressionar num 4x4x2, numa linha mais baixa faz um 5x4x1, nós analisámos, vimos, transportámos para os jogadores aquilo que poderá acontecer, mas é um adversário com qualidade, com jogadores individuais também, que podem fazer diferença, mas deste lado tem uma equipa também que está confiante, tem muita vontade de disputar o jogo, tem essa ambição, seja em casa ou fora, ser sempre da mesma maneira, sempre os mesmos comportamentos e lutar sempre pelos três pontos e por isso vamos aos Açores o intuito de conquistar esses três pontos e dar continuidade ao nosso trabalho".

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Sente que na vitória frente ao Moreirense a exibição já foi melhor?

"Estamos aqui há quatro semanas, como já disse e vou repetir, saímos de um sistema tático diferente para aquilo que é o 4x3x3, acima de tudo também nos nossos comportamentos, que nós analisámos não só em termos técnicos, táticos, mas também em termos físicos, para aquilo que é a nossa maneira de jogar e também trabalhámos sobre esse registo, muito daquilo que é o treino, depois o reflexo nos jogos vai-se vendo, é claro que já há uma evolução muito grande para este jogo com o Moreirense, nós vamos querer continuar a fazer crescer estes jogadores, porque nós terminamos o futebol e não aprendemos tudo, há sempre algo para melhorar, algo para evoluir, e são esses comportamentos individuais e coletivos que nós vamos dando aos jogadores durante a semana para eles chegarem aos jogos e estarem melhor, disponíveis em termos físicos, em termos técnicos, em termos táticos, para que possam as coisas correr melhor. Semana após semana vamos melhorando e as vitórias também ajudam, mas o passado é passado, nós olhamos sempre para aquilo que é o próximo jogo e o próximo é frente ao Santa Clara, um adversário difícil, mas queremos muito ir à procura da terceira vitória seguida no campeonato, e, neste caso, com o da Taça, será o quarto, por isso é essa a ambição da nossa equipa".

Como está a equipa em termos físicos? Havia alguns jogadores com problemas físicos para este jogo…

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"Temos aqui dois, três jogadores que não vão aos Açores, não vou dizer quem são, porque é dar armas ao Vasco (Matos), por isso nós não queremos, queremos que os jogadores que vão jogar naquelas posições possam dar o seu melhor, possam responder da melhor maneira, nós temos um plantel que nos satisfaz, o jogador que jogar naquela posição vai dar uma boa resposta, porque trabalham todos iguais, têm todos qualidade, são jogadores que são diferentes nas posições, mas as características e aquilo que é o nosso processo de jogo vai estar lá".

Faltam três semanas para fechar o ano. Olhando para o plantel, acha que precisa de retoques?

"Acho que precisamos é de trabalhar, para podermos evoluir, poder fazê-los crescer, nós temos aqui um leque de 27 jogadores, mas com alguns jogadores jovens também dos sub-23 que nós estamos atentos também, que faz parte do projeto do clube, que muitas vezes vêm trabalhar connosco, eu não olho para aquilo que possa vir ou para aquilo que possa sair, mas sim para aquilo que posso treinar no dia-a-dia com esses mesmos jogadores, a evolução que eles podem ter em termos individuais, ter a capacidade também de falar com os jogadores e perceber aquilo que eles também podem melhorar, não só em termos físicos, em termos técnicos, em termos táticos, e às vezes há que ter essa paciência, nós como equipa técnica gostamos, gostamos muito de trabalhar o pós-treino, alguns jogadores de algumas posições, seja uma receção de bola, seja uma desmarcação, seja um timing, são coisas importantes que depois fazem muita diferença no jogo e esse é o meu foco, é trabalhá-los, é fazê-los evoluir, é fazê-los crescer para que depois o coletivo seja muito mais forte e a equipa seja mais consistente e essa mentalidade ganhadora passa muito para aquilo que eles fazem no dia-a-dia, no treino".

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O Petit é um campeão, porque consegue sempre os seus objetivos. O que é ser campeão neste Rio Ave?

"Ser campeão, eu sempre disse, para isso a primeira palavra é mentalidade, ou seja, mentalidade ganhadora, e é isso que eu tento passar para os jogadores, não é só no jogo, mas sim naquilo que fazem no dia-a-dia, serem competitivos, terem a ambição sempre de ganhar, seja no um contra um, seja cinco contra cinco, porque depois isso reflete-se muito naquilo que vai ser o jogo, mas aquilo que é ser campeão para mim é tentar fazer melhor do que na época passada, termos um nível exibicional melhor, tentar capitalizar alguns jogadores jovens e melhorá-los naquilo que eles possam vir a render no final do ano, mas no futebol não há muito tempo, há os resultados que ditam muito, mas nós temos essa paciência e compreendemos aquilo que também é o projeto do clube e é também tentar rentabilizar ao máximo os ativos, para que possamos chegar ao final e consigamos atingir o objetivo principal a que nos propusemos e depois rentabilizar ao máximo os jogadores. Isso é o que se passa um pouco no futebol português".

Por Rui Sousa
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