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Joaquim Evangelista assegura a articulação do sindicato, da tutela e da FPF na "necessidade de atacar o problema"
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O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) disse esta quinta-feira desconhecer o caso de alegado assédio sexual do atual treinador do Famalicão a jogadoras do Rio Ave, mas não estranha que aconteça.
"Não tínhamos conhecimento deste caso noticiado pelo 'Público', mas não nos surpreende, atendendo à dimensão do problema do assédio sexual no futebol. Tivemos conhecimento de outros casos no passado, que remetemos imediatamente às autoridades competentes", referiu o presidente do SJPF, em comunicado enviado à agência Lusa.
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Várias futebolistas que alinharam no Rio Ave em 2020/21 denunciaram, na notícia publicada hoje, ações de assédio do então treinador do clube de Vila do Conde, atualmente no comando técnico do Famalicão, da Liga feminina, já depois de ter estado na época passada na Ovarense.
Ainda de acordo com o jornal, Miguel Afonso, de 40 anos, terá trocado mensagens íntimas com jogadoras do emblema da Foz do Ave, com idades entre os 18 e 20 anos.
Fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou à Lusa a abertura de um processo por parte do Conselho de Disciplina (CD) aos alegados casos de assédio sexual do atual treinador da equipa feminina do Famalicão.
Joaquim Evangelista admite não estranhar a existência deste caso ou de situações semelhantes, registando que, "acima de tudo, existe muito receio por parte das jogadoras e falta de confiança nos mecanismos de denúncia".
"Por temerem represálias ou exposição pública, acabam por ficar em silêncio. Infelizmente, o assédio sexual é banalizado e não havendo uma resposta firme dos dirigentes quando têm conhecimento de suspeitas acaba por permanecer impune. Ao revelar-se publicamente permite a discussão e equacionar as respostas necessárias ao combate", sublinhou o sindicalista.
Assegurando o apoio jurídico e psicológico por parte do SJPF, Evangelista lamenta que este tipo de comportamentos esteja "normalizado".
"Culturalmente, aceita-se este tipo de abordagem, quem faz a denúncia muitas das vezes acaba por ser responsabilizada [...], as jogadoras não sentem confiança nos mecanismos de denúncia existentes [...] e a verdade é que até este ano também não havia enquadramento disciplinar específico para o assédio, o que dificultava ainda mais a eficácia dos procedimentos após denúncia", assinalou.
O SJPF aplaudiu a iniciativa de o Governo incluir a igualdade de género na "agenda" do último Conselho Nacional do Desporto e salientou que a estrutura que lidera integrou um projeto europeu para o combate e prevenção de casos de assédio, defendendo "um enquadramento disciplinar firme que permita punir não apenas os agressores como aqueles que sejam coniventes e omitam estas situações das autoridades competentes".
"É preciso dizer que o assédio não ocorre apenas no desporto feminino, mas têm uma expressão muito significativa neste contexto, pelo que estamos cientes de que a estratégia nacional para promoção da prática do desporto feminino não pode ignorar o ataque a este problema que compromete a segurança e leva, certamente, muitas jovens e respetivas famílias a desistirem do desporto", rematou o presidente do SJPF
Finalmente, Joaquim Evangelista assegura a articulação do sindicato, da tutela e da FPF na "necessidade de atacar o problema".
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