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André Horta e o recorde do irmão: «Se puder ser ele a marcar todos os golos da equipa...»

• Foto: Luís Vieira / Movephoto

André Horta não esconde o orgulho no irmão que está prestes a tornar-se o melhor marcador da história do Sp. Braga. Aos jornalistas, e antes do treino desta quinta-feira, o jogador dos minhotos abordou o momento da equipa e o reencontro com Rui Fonte.

Titularidade: "Sinto-me bem, desde o início da época que me sinto bem e provei isso com os jogos que fui fazendo. Durante um tempo deixei de ser opção como titular, ia saindo mais do banco, mas, obviamente, tenho trabalhado para jogar e o míster entendeu que, neste jogo, seria a melhor opção. Acho que, mais uma vez, correu bem"

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Densidade competitiva no próximo mês?: "Estamos habituados, nos últimos anos, felizmente, o Sp. Braga tem estado a disputar todas as provas até ao fim. No ano passado, por causa da pandemia, a época foi mais curta e tivemos jogos de três em três dias ao longo da época toda. Nós, enquanto jogadores, até preferimos isso: jogar de dois em dois dias ou de três em três dias. Isso é melhor para nós. Todos os jogos neste clube são decisivos porque temos de os ganhar todos. Estamos preparados para estes jogos"

Série de jogos: "Vem aí uma série de jogos em que dois deles temos mesmo de ganhar, o da Liga Europa e o da Taça da Liga. Sabemos que somos uma equipa ofensiva, temos de conseguir também gerir essa dinâmica para sermos equilibrados atrás. Temos conseguido fazer isso, acreditamos que o jogo em que não conseguimos fazer isso [Benfica] foi um erro de percurso. De resto, temos estado bem"

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Saída de jogadores experientes ajuda a explicar a inconstância em termos de resultados? "Saíram jogadores importantes, como o Paulinho e o Esgaio, por exemplo, mas acho que não se deve a isso. Tivemos alguns jogos no início da época em que a bola não queria entrar e parece que um ou dois empates seguidos, como tivemos, fazem com que as pessoas achem que estamos um pouco inconstantes. Era uma questão de pormenor e, no mês passado, em sete jogos, fizemos cinco vitórias. Não acho que estejamos com falta de dinâmica ou algo do género".

Irmão Ricardo Horta perto de se tornar o melhor marcador da história do Sp. Braga: "Fico muito feliz, se puder ser ele a marcar todos os golos da nossa equipa, por mim está perfeito. Desde que continuemos a ganhar... Obviamente que é muito bom, é o recompensar de todo o trabalho que ele tem feito no clube, já são seis época aqui. É o nosso capitão e tem demonstrado toda a sua qualidade. Só lhe tenho a agradecer e dizer para continuar"

Reencontro com Rui Fonte, agora no Estoril: "Ainda não falei com ele nem fiz nenhuma aposta. É um amigo, aqui tínhamos uma relação muito boa. Hei-de falar e estamos ansiosos por o encontrar outra vez"

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Equipa em ponto rebuçado em termos de fluidez de jogo? "Podem ver pelos resultados e pela dinâmica ofensiva que a equipa está preparada. Não vou dizer em ponto rebuçado porque, de hoje para amanhã, nós empatamos um jogo e vocês dizem que estamos inconstantes. Não vou dizer isso. O que sei é que estamos bem e que os resultados têm aparecido. Estamos bem e na luta por tudo mais uma vez. No fim veremos o que conseguimos"

Adversários estudam bem o Sp. Braga? "O futebol português melhorou muito nos últimos anos a nível tático. A nós cabe-nos lutar contra isso. Agora está muito na moda a defesa a cinco, que torna tudo mais complicado. Temos de encontrar maneiras de entrare dentro deles e continuar a ser equilibrados defensivamente. Temos tido vitórias mais volumosas e outras mais à tangente, mas temos trabalhado e sabemos o que temos de fazer. Não jogamos sozinhos e os adversários têm mérito. Ao contrário do que as pessoas dizem, acho que as equipas estão com mais qualidade. Desde a pandemia, as equipas, sem o público, perderam um bocadinho o respeito e batem-se muito mais com as equipas ditas grandes. Mesmo com o regresso do público isso mantém-se porque essas equipas perceberam que podem lutar contra todos. Isso é bom para a competitividade da Liga"

Aspetos que pode melhorar a nível indiviudal: "Obviamente a nível defensivo. Sou um jogador com características mais ofensivas e que não rouba muitas bolas, mas tenho de melhorar isso. Ao longo dos anos fui melhorando muito a nível de reação à perda da bola e, se calhar, roubar mais bolas por jogo é algo que posso melhorar. No entanto, não posso mudar a minha natureza. Quando jogo, trabalho para ajudar a equipa".

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Por Diogo Matos
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