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Carlos Vicens: «Não tenho capacidade de preparar dois jogos ao mesmo tempo»

Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga
• Foto: LUSA_EPA

O Sp. Braga defronta este domingo o Arouca no meio de uma eliminatória europeia com o Betis e com as meias-finais na mira. Carlos Vicens garante, todavia, foco absoluto da equipa no campeonato e com a intenção de reforçar o quarto lugar da classificação. 

Receção ao Arouca: “Não tenho dúvidas de que o Arouca nos vai apresentar dificuldades, porque vem de um dos melhores momentos da temporada. Uma equipa que joga a tentar impor-se, a encontrar os jogadores da frente a partir da construção de trás, procurando criar ocasiões de golo e não especula, vai atrás do resultado. Temos de dar a melhor versão do Sp. Braga se queremos levar os três pontos.”

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Mudanças: “Não tenho capacidade de preparar dois jogos ao mesmo tempo, apenas um de cada vez e agora estou focado no de amanhã e foi assim que trabalhamos desde quarta-feira, depois do jogo contra o Betis. Claro que temos de ter em conta como é que os jogadores estão fisicamente e como treinam estes dias. É isto que me faz decidir por uns ou por outros amanhã. Estaríamos equivocados se pensássemos mais à frente.”

Mudar chip: “É igual. Tivemos a sorte de que desde o início da temporada jogámos de cada três ou quatro dias, não é algo a que não estejamos habituados. Temos de gerir tudo tendo isso em conta. Isso não facilita o encontro contra o Arouca, pois tenho de colocar os jogadores que compitam, que vão atrás do rival e por isso não há qualquer diferença em relação a outros momentos da época.”

4.º lugar mais seguro? “O que temos claro é que se conquistarmos todos os pontos que faltam até ao final, cumprimos esse objetivo do 4.º lugar. As decisões que tomarei no futuro, para o tal jogo de quinta-feira [com o Betis], também vão ter em conta o que se vai passar amanhã. Ainda vamos treinar e ter uma reunião para preparar o rival e tenho de ver quem está com o maior nível de energia. Temos de fazer um jogo bem sério, sabendo das dificuldades que o Arouca nos vai colocar, pois é uma equipa que está a fazer golos, está mais tranquila na tabela e também melhorou a nível defensivo.”


Muitos problemas no eixo da defesa:  “Neste momento e em toda a temporada já jogamos com Moscardo e Víctor Gómez nessa posição, por exemplo. Já tivemos várias lesões durante a época, mas isso faz parte do trabalho do treinador que passa por encontrar soluções e é nisso que eu e a minha equipa técnica temos de trabalhar durante estes dias. Estamos incomodados com as lesões e não só pela parte desportiva, mas também pela parte humana, porque são algumas lesões bastante graves, com necessidade de cirurgia. Sentimo-nos mal pelos jogadores, tal como foi com o El Ouazzani e agora com o Niakaté. Porém, toda a equipa está a dar-lhe ânimo e nós temos de solucionar estes problemas que vão surgindo no dia a dia.”

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Zalazar pode ser opção? “Vamos ver a evolução, também esta tarde, mas ainda não treinou com a equipa. Temos de ir analisando pouco a pouco. Nas lesões musculares temos de ser cuidadosos, porque quando forças algo que não está bem podemos perder o jogador para o que resta da temporada.”

João Pinheiro no Mundial e crescimento da liga portuguesa: “A UEFA e FIFA nomeiam com o critério que têm, seleciona quem vai ao Mundial e isso tem a ver com o rendimento. É bom que vá um árbitro que está habituado a apitar competições europeias. As minhas intervenções são para ajudar o futebol português que tem um nível extraordinário, porque o sinto todas as semanas. Por alguma coisa vamos conseguir a sexta posição da melhor liga da Europa, pelo trabalho de todos. É responsabilidade de todos os que estão na indústria que esta cresça. Os jogadores podem dizer que os tentei ajudar a melhorar, tal como aos meus colegas de equipa técnica e que outros, que estão de fora possam ver que tentei sempre ajudar o futebol a crescer e a continuar a melhorar. Quando trabalho no Sp. Braga e em Portugal é com todo o gosto, claro que há coisas a melhorar, mas há que valorizar o que está a ser bem feito. Os jogadores formam uma seleção nacional fortíssima e uma seleção sub-17 campeã do Mundo. Vai-se dando uma imagem mais certa do que é o futebol português, que é uma liga de topo e os resultados falam por si.”

Por José Mário
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