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Congresso do Sp. Braga: Helena Pires concorda que a bilhética nominal é inevitável

• Foto: Alexandre Ribeiro

O Future Stage- SC Braga Sports Congress, a ter lugar na AMCO Arena, casa das modalidades do Sp. Braga, está perto do fim e um dos destaques desta tarde foi o painel sobre Bilhética e Segurança, onde Helena Pires, CEO da Liga Portugal, descreveu o paradigma português no que toca aos recintos desportivos, deixando registado que a bilhética nominal, a chegar ao futebol português, é algo que é inevitável a bem da segurança de todos e para contrariar a contração dos ingressos.

"Tivemos uma parceria com o Continente. Foi importante numa altura em que a Liga quer os adeptos de regresso aos estádios. Crescemos 10 por cento na média de assistências, exemplos como o Sp. Braga devem ser geridos. Mas ainda entendemos que há muita coisa por fazer. Acho que temos muito por crescer, entendemos que esta dinâmica de bilhética aliada à segurança é essencial. Bilhética nominal é inevitável? Sim, por várias razões. Contraria aquilo que é contrafação, é mais fácil para os clubes controlarem as entradas e acredito que, mais cedo ou mais tarde, os clubes vão aderir. Já nesta última legislação colocámos lá essa regra", registou Helena Pires, prosseguindo:

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"Os estádios são locais seguros no nosso país. Mesmo assim, é óbvio que podemos melhorar muitas coisas, mas somos dos países mais tranquilos. Podemos mudar o nosso paradigma cultural, há de levar o seu tempo, mas os estádios são recintos seguros e continuarão a ser. Há muito mais do que um jogo quando as pessoas vão ao estádio. Temos fan zones, o que evidencia que também conhecemos o adepto. O nosso público está a mudar e estamos a perceber como atrair o nosso público alvo. Isto é muito mais do que um jogo. Isto é uma estrutura de entretenimento e estamos a trilhar o caminho certo. Estamos a trabalhar todos para que esta evolução aconteça. Temos de olhar para o futuro no futebol".

A CEO da Liga Portugal focou ainda o tema sempre controverso das claques: "Nós organizadores e promotores, temos que trazer estes adeptos, que têm uma forma diferente de ver o jogo, para dentro daquilo que é o nosso projeto. Temos que trabalhar com este grupo, e temos um grupo que faz a ponte com as forças de segurança e os oficiais de ligação aos adeptos. Fora do estádio, podem fazer a sua animação, mas têm de cumprir as regras. Estes adeptos são fundamentais para as equipas. As regras existem e a Liga, como organizadora, tem que fazer o seu papel e tem de haver cooperação com os clubes. Felizmente já temos o nível de maturidade em que conseguimos colocar em cima da mesa os problemas a nível governamental. Temos de passar estas regras para todos e consolidar as mesmas dentro do estádio. Tem de haver a festa, mas também têm de haver regras a serem cumpridas."

Por fim, Helena Pires dissertou também sobre o preço dos bilhetes, que muitas organizações de adeptos criticam e consideram exagerados:

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"O futebol tem o preço de acordo com as nossas infraestruturas. Não queremos ter bilhetes mais caros, mas sim condições melhores. Achamos que esta conjugação não é perfeita, muitas das vezes, mas tentamos categorizar as infraestruturas, que é uma informação que não passa para fora. É aplicado um limite máximo do valor do bilhete. Temos de tentar ir de encontro a todos estes fatores e equilbrar isto de acordo com os adeptos. Já não tivemos jogos depois das 21 horas, por exemplo, um desafio lançado e cumprido. Mas existe vários interesses e temos de equilibrar os interesses com o que é adequado."

Álvaro Portela (Sp. Braga): "O nosso universo de associados está perto dos 30 mil"

No mesmo painel sobre Bilhética e Segurança, Álvaro Portela, diretor do departamento de tecnologia do Sp. Braga, revelou que os arsenalistas estão muito perto de atingir a fasquia dos 30 mil sócios, revelando também pormenores de como o clube se adapta à nova realidade. 

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"O nosso universo de associados está muito perto dos 30 mil. Hoje em dia usamos a análise de dados, quase um clássico face às novas tecnologias e estamos a criar, por isso, um gabinete de análise totalmente novo. Procuramos analisar bem aquilo que temos, como as idades, as partes geográficas, o género... tudo isso analisámos com muito cuidado. No Sp. Braga há um dado muito pertinente: 50 por cento dos associados do Sp. Braga tem menos de 25 anos e isso tem de ser tratado com muito cuidado", revelou.

Por João Albuquerque
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