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Franclim Carvalho foi anunciado na quarta-feira como novo treinador do Sp. Braga e hoje foi apresentado na Pedreira, ao lado de António Salvador. O treinador de 39 anos, que amanhã, na receção ao Gent, na 2.ª jornada da fase regular da Liga Conferência, fará a estreia no banco dos arsenalistas, admite que cumpriu um objetivo de carreira.
“Sp. Braga encaixa na minha ideia”
“O sentimento é de uma alegria imensa, minha, da equipa técnica e de alguns amigos. Tenho ambição, que é uma das métricas deste clube, e fui um dos felizardos que estive presente no último título, mas a ambição do Sp. Braga é diária. Isto encaixa na minha ideia, na minha maneira de estar e eu vivo para o futebol. Trabalhei muito para chegar até aqui, esse dia chegou, mas temos de arrepiar caminho e mudar algumas coisas. Tenho um jogo para ganhar amanhã e esta ambição tem de passar aos atos. Não pedi muito à equipa para não criar confusão.”
Conversa com o balneário:
“Sou um treinador que gosta tratar os assuntos olhos nos olhos. Não vão estar 22 jogadores e mais quatro guarda-redes satisfeitos comigo, mas tenho de ser leal. Houve uma troca de treinador, sou muito de relações humanas, são momentos que custas, mas eles estão habituados. É o fim de ciclo e o Sp. Braga precisa é de ganhar.”
Convite surpreendeu?
“Não me surpreendeu. O Sp. Braga tem historial de apostar em treinadores. O presidente não tem receio porque reconheceu competência. Tinha o objetivo de estar aqui, tinha esta ambição e agora temos de mostrar serviço.”
Já falou com Artur Jorge?
“Por acaso já falei. Desejou-me sorte e está feliz. A minha responsabilidade é a mesma, e agora sou o treinador principal Franclim Carvalho.”
Plantel agrada-lhe?
“O tempo que nós temos é o que é. Se estou satisfeito com o plantel? Quando há um jogador como o que tenho aqui a meu lado [Ricardo Horta], obviamente que deixa. Há muito potencial, muita matéria prima para trabalhar e não adianta falar em formas de jogar, mas sim o que queremos fazer.”
Ideias novas:
“Cada treinador tem as suas ideias. Temos de arranjar formas de passar a ideia e o jogador interpretar da melhor forma. Temos as nossas ideias, olhamos para estes jogadores e queremos fazer o match perfeito. Não tenho dúvidas nenhuma que vamos ter sucesso com os jogadores que temos e com as nossas ideias.”
Exigência aumenta?
“O grau de exigência não aumenta. Já sentia quando era adjunto. Se não sentir essa exigência… Tenho de ter essa exigência. Este é um clube muito ambicioso, que se rege com parâmetros que me identifico e a exigência será a mesma da última vez que cá estive. Não tenho dúvidas de que estou preparado para este desafio. Agora adianta puxar a cidade para nos apoiar, num jogo muito importante para nós.”
Por José Mário