João Novais abriu o livro da história a sua vida, umbilicalmente ligada ao futebol, ora não fosse o seu pai ter deixado marca em clubes como o FC Porto, Leixões, Salgueiros ou Campomaiorense. E como filho de peixe sabe nadar, João Novais herdou do pai a paixão pela modalidade e o talento na conversão de livres.
"Ele [o pai] ainda tem mais golos do que eu de livre neste momento, mas espero alcançá-lo. Já lhe perguntaram quem bate melhor, ele responde que bate mais em jeito e eu mais em força. Ele era um exímio batedor de bolas paradas e eu tento seguir as pisadas dele. Espero ainda evoluir mais nesse aspeto", contou João Novais, ao site do Sp. Braga.
Com formação no Coimbrões, Padroense, FC Porto e Leixões, o atual médio do Sp. Braga chegou a enfrentar o seu pai, quando Abílio era treinador da equipa júnior do Boavista. E chegou a festejar um golo contra o progenitor. "Foi um momento especial. Fiz três golos no Estádio do Bessa contra o meu pai pelo Leixões, ele era treinador do Boavista. Ficou 4-4, marquei o quarto golo do Leixões no último minuto e, na emoção do momento, tirei a camisola e festejei como se tivesse ganho o campeonato. Ele na altura ficou chateado e disse: ‘Tiras a camisola a festejar um golo contra mim?’. Eu respondi-lhe que apesar de sermos pai e filho, estamos a defender as nossas cores e que temos de ser profissionais. Pronto, confesso que se calhar festejei de mais, mas depois ficou tudo bem entre nós os dois", revelou João Novais, que sempre foi um fiel seguidor da carreira do pai.
"Estive sempre presente nos jogos mais importantes da carreira do meu pai. Fui um fiel seguidor dele durante grande parte da sua carreira. Lembro-me de dois momentos que adorei: a subida do Leixões quando estava na antiga 2.ª divisão B para a 2.ª Liga e da transição do meu pai de jogador para treinador. Ele deixou de jogar e assumiu logo a equipa técnica do Leixões. Recordo-me de uma época quando ele estava no Campomaiorense que dava gosto ir aos jogos, pela cultura da cidade de Campo Maior, pelas pessoas que são muito humildes e muito simpáticas. Tive uma semana nas férias da páscoa em Campo Maior com o meu pai e fiquei maravilhado com o grupo que eles tinham na equipa, as famílias eram amigas umas das outras, era tudo muito genuíno", contou. Abílio, refira-se, jogou ao serviço do Campomaiorense na temporada 1999/2000.
As semelhanças são tantas entre ambos que ainda há quem chame João Novais pelo nome do seu pai. "Os meus colegas chamam-me Abílio. Eu tive colegas de equipa que jogaram com o meu pai, o Nuno Silva e o Pedras, por exemplo. Havia uma ligação óbvia ao meu pai quando comecei a jogar e isso surgiu naturalmente. O Ricardo Horta e o Sequeira continuam a tratar-me pelo nome do meu pai. Eu levo na brincadeira, não me importo com isso", disse João, que recordou ainda o seu primeiro contrato.
"O meu primeiro contrato era de 60 euros por mês. Eu poupava muito dinheiro, os meus pais aconselharam-me a isso. Na altura do Natal, com esse dinheiro dava prendas aos meus pais e à minha família, adoro oferecer presentes a quem mais gosto", contou.
Por André GonçalvesSp. Braga visita Moreira de Cónegos este sábado, a partir das 18 horas
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