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Operação da PSP no dérbi do Minho: 52 adeptos identificados e um detido

Operação da PSP no dérbi do Minho: 52 adeptos identificados e um detido

Depois das críticas dos adeptos do Sp. Braga e do próprio emblema bracarense sobre a atuação da PSP nas horas que antecederam o dérbi com o V. Guimarães, o Comando Distrital de Braga emitiu, este domingo, um comunicado a detalhar a operação, confirmando que um adepto foi detido "por ameaças a agente de autoridade" e outros 52 foram identificados, por obstrução da ação policial e incumprimento do dever de correção e moderação. 

À semelhança do que já tinha sido comunicado pelo Sp. Braga, a PSP reiterou ter comunicado, a 9 de fevereiro, "a intenção de não autorizar as referidas coreografias, considerando que as mensagens nelas apostas não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa ou à sociedade desportiva interveniente". Além disso, considerou que a proximidade entre os materiais utilizados para a coreografia e as fontes de calor dos artefactos pirotécnicos licenciados pela PSP representava "riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente".

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A PSP referiu ainda ter "conhecimento de várias pessoas que necessitaram de intervenção de socorro pré-hospitalar das quais averigua as respetivas causas" e que "da operação policial resultou um agente ferido, o qual necessitou de assistência hospitalar".

Comunicado da PSP na íntegra:

Policiamento Jogo I Liga –Sporting Clube de Braga vs. Vitória Sport Club

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No âmbito do policiamento ao jogo de futebol da 23.ª jornada da I Liga, disputado entre o Sporting Clube de Braga e o Vitória Sport Clube, realizado no Estádio Municipal de Braga, a Polícia de Segurança Pública de Braga procedeu, antes da abertura de portas, à habitual inspeção de segurança junto das bancadas.

No decurso dessa ação policial, foi verificada a pré-colocação de duas lonas/tarjas em locais distintos da bancada nascente: uma de grandes dimensões (cerca de 2 500 m²), enrolada no relvado ao longo de toda a extensão da bancada, e outra na zona nascente superior. A lona de maior dimensão era constituída por uma rede de suporte, várias lonas pintadas, uma estrutura metálica tubular linear com aproximadamente 100 metros de comprimento e várias centenas de metros de cordame destinado à sua elevação.

Os referidos materiais coreográficos, em particular o de maiores dimensões, encontravam-se colocados na proximidade de artefactos pirotécnicos de projeção, devidamente autorizados e licenciados pela Polícia de Segurança Pública.

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Atendendo à natureza não ignífuga dos materiais utilizados (rede de suporte, lonas, tintas e cabos) e à sua proximidade com fontes de calor (pirotecnia), o comandante do policiamento, após consulta à estrutura distrital de comando, determinou a inviabilização total da coreografia, face aos riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente.

Cumpre ainda referir que, durante a intervenção policial, foram identificados 42 indivíduos que tentaram obstaculizar a ação policial mediante o acesso forçado ao interior do estádio. Foram igualmente apreendidos 23 títulos de livre-trânsito titulados pelo Sporting Clube de Braga, sem qualquer identificação nominal, dois alicates e um artefacto pirotécnico ilícito, entretanto abandonados pelos referidos indivíduos. Foram apreendidos três artefactos pirotécnicos ilícitos previamente colocados na bancada nascente, bem como um gorro tipo passa-montanhas.

Foi detido um indivíduo do sexo masculino pelo crime de ameaças a agente de autoridade. Foi igualmente apreendida uma lona plástica utilizada por adeptos do Sporting Clube de Braga para ocultação de identidade aquando da deflagração e arremesso de artefactos pirotécnicos ilícitos.

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Foram ainda identificados 10 indivíduos por incumprimento do dever de correção e moderação. A PSP teve conhecimento de várias pessoas que necessitaram de intervenção de socorro pré-hospitalar das quais averigua as respetivas causas. Da operação policial resultou um agente ferido, o qual necessitou de assistência hospitalar.

Importa ainda salientar que a PSP de Braga comunicou, no passado dia 9 de fevereiro, a intenção de não autorizar as referidas coreografias, considerando que as mensagens nelas apostas não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa ou à sociedade desportiva interveniente, neste caso o Sporting Clube de Braga.

Refira-se, por último, que o jogo de futebol foi temporariamente interrompido em virtude do arremesso de várias tochas incandescentes para o relvado, precisamente na zona onde seria elevada a lona/tarja de maiores dimensões.

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O incidente implicou um atraso aproximado de 35 minutos na abertura de portas, até estarem reunidas todas as condições de segurança. Foi elaborado expediente policial que seguirá os respetivos trâmites legais.

A Polícia de Segurança Pública reitera o firme propósito da garantia intransigente das condições de segurança máximas para a realização de espetáculos desportivos e continuará a cooperar com todas as instituições públicas e privadas para garantir a segurança dos eventos desportivos e a segurança da vida em comunidade.

A Tarja preparada para o dérbi deste sábado
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