40 treinadores e... 3 campeonatos

40 treinadores e... 3 campeonatos
• Foto: MANUEL AZEVEDO

Entre o dia em que Jesualdo Ferreira foi indigitado treinador do Sporting (7 de janeiro) e o momento do anúncio da saída (19 de maio) não chegaram a decorrer quatro meses e meio. A época 2012/13 fica marcada como a pior da história do clube levada a cabo por quatro treinadores (Sá Pinto, Oceano, Vercaurteren e Jesualdo).

A administração de Godinho Lopes igualou o recorde negativo de Roquette no que ao número de treinadores numa só temporada diz respeito.

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Antes de Godinho, só José Roquette conseguira contratar três técnicos na mesma época. Sucedeu em 1997/98, que arrancou com Octávio Machado no comando, cargo que manteve até ao início de novembro.

Um empate, a um golo, com o Varzim ditou o afastamento do Palmelão e a entrada de Francisco Vital, que aguentou apenas um mês no cargo, com a atenuante de ter sido contratado como treinador interino. Mais fugaz ainda foi a passagem de Vicente Cantatore pelo posto.

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O técnico chileno, que deixara trabalho feito em Valladolid, partiu ao fim de três jogos... sem fazer história. Carlos Manuel rendeu-o até ao final da época. Com José Roquette foi assim. Com Godinho Lopes, depois de Sá Pinto, Oceano e Vercauteren, entrou em cena Jesualdo Ferreira.

Bruno de Carvalho ganhou as eleições e reforçou o apoio a Jesualdo mas com o aproximar do final do campeonato acenturam-se as diferenças e a saída acabou por ser comunicada no final do encontro com o Beira-Mar.

"Nunca falámos de dinheiro, portanto o que nos afastou também não tinha a ver com poder mas sim com mobilidade. Ao tomar esta decisão, fi-la com tristeza, pois é um dos momentos mais difíceis da minha carreira mas também um ato de honestidade", referiu o técnico em conferência de imprensa.

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"Foi uma agradável surpresa pois vim para o Sporting numa altura complicada, mas foi agradável trabalhar com Jesualdo", referiu o líder verde e branco", acrescentou Bruno de Carvalho.

O que se pode dizer é que o Sporting tem sido uma trituradora implacável de treinadores como se pode ver na imagem. As saídas não se traduziram em conquistas de campeonatos.Bem pelo contrário

A saída mais controversa

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A chicotada psicológica mais controversa dos últimos 20 anos diz respeito à época 1993/94, na qual Sousa Cintra, o então presidente dos leões, despediu Bobby Robson após a equipa ser eliminada da Taça UEFA pelo Casino Salzburgo.

O líder leonino contratou, de imediato, Carlos Queiroz menosprezando, por completo, um “detalhe”: o Sporting estava na liderança do campeonato. Acabou em 3.º, e Robson foi para o FC Porto (antes do Barcelona), onde venceu 2 títulos e uma Taça de Portugal... frente aos leões.

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