_
Nestory Irankunda foi um dos alvos identificados pela estrutura de futebol do Sporting para reforçar a frente de ataque, mas os leões ainda tiveram que 'partir alguma pedra' para garantirem o internacional australiano, que assinou depois até 2031 e ficou protegido com uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros. Quem participou em todo o processo foi o agente Fahid Khalfallah, que explicou tudo no podcast 'Suited & Booted TV'.
"O Nes ligou-me há uns meses para me pedir ajuda. Eu tenho amigos muito próximos e colaboro com os meus antigos agentes. Quando isto aconteceu, a minha principal preocupação era encontrar o projeto certo para ele. Além disso, tinhas de lidar com o clube vendedor (Watford) - com o qual não sabias se queriam vendê-lo - e com o Bayern de Munique, que ainda detém uma percentagem de uma futura transferência, para além de tentar perceber quem estaria disposto a pagar esse valor. Para ser honesto, quando o Sporting surgiu na minha mente, e quando falei com o Nes sobre a forma como desenvolvem jovens jogadores e como jogam para vencer títulos, com jogos fantásticos contra Benfica, Porto e Sp. Braga, e a presença na Liga dos Campeões todos os anos, acho que o Nes pensou logo: 'É para lá que quero ir'", afirmou o ex-futebolista tunisino.
Fahid Khalfallah dá conta que o processo se arrastou mais tempo do que era desejado e que isso até 'interferiu' com a sua estabilidade familiar. "As outras ligas que o estavam a seguir eram a Premier League, a Bélgica, a França e a Ligue 1. Quando o Sporting apareceu e, após algumas discussões, foi o clube escolhido. Demorou muito tempo e as noites foram loucas devido à diferença horária. Viste-me no Campeonato do Mundo: antes do torneio estava na Europa, fui para o Mundial e regressei. A minha mulher teve de ir dormir para o quarto no piso de cima porque eu estava a receber chamadas constantemente e tinha de atender. Nessa altura, eu dormia cerca de uma hora por noite", disse, acrescentando.
"Podem acontecer muitas coisas durante um Campeonato do Mundo e um jogador pode ser vendido por causa disso. Se for preciso apenas um Campeonato do Mundo - ou seja, dois ou três jogos - para um clube tomar uma decisão sobre mim, acho isso estúpido. A melhor opção é quando os clubes te acompanham e te conhecem. Depois dos jogos com a Turquia, em que o Nes marcou, apareceram muitos agentes aldrabões a tentar inventar histórias e a dizer mentiras que eu detesto. São uns farsantes. Quando falámos, eu disse-lhe: 'Vais ao Campeonato do Mundo, que é a melhor coisa para um futebolista, foca-te nisso. O resto tens de confiar em mim, eu trabalho vinte e quatro horas por dia'", conta.