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Bruno de Carvalho: «Não estou em linha com o FC Porto porque gosto da verdade»

Bruno de Carvalho: «Não estou em linha com o FC Porto porque gosto da verdade»
• Foto: Action Images

Um momento… surpreendente marcou ontem a passagem de Bruno de Carvalho pelo fórum Soccerex, em Manchester. No encerramento do painel sobre “como ter sucesso na gestão de um clube”, quando o debate foi aberto a questões do público, o presidente do Sporting foi confrontado perante toda a plateia por Daniel Cravo Souza, um advogado brasileiro que tinha participado numa sessão sobre fundos na terça-feira e cuja intervenção Bruno de Carvalho tinha associado a críticas à forma como o FC Porto vem fazendo uso destas ferramentas. Ora, ontem Cravo Souza pediu a palavra no final da sessão de Bruno de Carvalho para dizer que, afinal, está em linha com o FC Porto no que a fundos diz respeito e que, em última instância, a gravação do que tinha dito na véspera tiraria dúvidas a esse respeito. “Não critiquei o FC Porto. Estamos na mesma página. O FC Porto está a usar bem a ferramenta. Gostava que pudesse reparar o erro”, atirou, dirigindo-se BdC, que foi pronto na resposta. “Só disse o que ouvi. Estou muito feliz por estar em linha com o FC Porto. Eu não estou porque gosto de verdade no futebol”, disparou. E passou ao ataque contra a Doyen, recuperando o episódio de Brahimi. “Sei que tentaram manipular os jogadores que tinham no Sporting, o que é contra as regras. Sei que me ofereceram um jogador por 20 milhões e depois venderam-no ao FC Porto por 6,5. Sei que marcaram reuniões com o Sporting onde se fizeram passar por um clube inglês… Portanto, toda a gente reparou que o FC Porto lhes telefonou. Fico muito feliz. Eu não estou em sintonia com o FC Porto. Não gosto de ganhar a todo o custo”, concluiu, muito aplaudido e despertando, em definitivo, a atenção dos media.

Monstro e ameaça

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Em declarações à imprensa portuguesa, no final, o líder do emblema de Alvalade congratulou-se pelo eco positivo da sua exposição no Soccerex. “Só hei de sentir o sucesso na sua plenitude quando começar a ver as medidas que preconizamos implementadas. Mas com este esforço que estamos a fazer a nível internacional, demos um passo de gigante”, ressalvou. E foi contundente quando convidado a comentar a situação com Cravo Souza. “Um mal-entendido não foi, garantidamente. Significa que o telefone funciona. Como já disse, o Einstein era um homem brilhante e percebeu que a estupidez humana era infinita. Temos vários exemplos disso no dia a dia.”

Bruno de Carvalho desdobrou-se, depois, em entrevistas para os media internacionais. E sublinhou uma questão central. “Os fundos são um monstro que está a tomar conta dos clubes e dos jogadores. São uma ameaça. É justo eu ter de competir para ser campeão com alguém que não gasta um cêntimo?”

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Promiscuidade?

Já na chegada a Lisboa, Bruno fez eco da suspeita de que pessoas que mandam em fundos podem estar envolvidas em direções de clubes. “É o que se diz nos corredores”, afirmou, lamentando: “Perdeu-se tanto tempo, os tentáculos são tão grandes.”

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