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Bruno de Carvalho: «Podemos estar a viver uma caixa dourada»

Bruno de Carvalho: «Caso das prendas não é fait-diver»
• Foto: Vítor Chi 

Questionado sobre as declarações de Pedro Proença acerca das alegadas "prendas" que o Benfica ofereceu às equipas de arbitragens, Bruno de Carvalho classifica as palavras do presidente da Liga como "infelizes", apesar de perceber o contexto e a razão que levará àquela frase, mas deixa um alerta.

"O Sporting não apoia pessoas para serem papagaios da sua vontade. Têm de pensar pela sua cabeça. No entanto, já disse a Proença que foram declarações infelizes. Percebo que o presidente da Liga está a procura de sustentabilidade, patrocínios, e percebo que não lhe fosse favorável um clima como este. Mas não é um clima, é um acontecimento, que foi denunciado e que tem de ter consequências. Não é fait-diver. Isso são os sms. O 'football leaks' não é fait divers, é crime. As pessoas vão ser apanhadas, ponto. É crime de devassa", atirou o líder leonino, à RTP África.

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Quanto à possibilidade de a origem de o "Football Leaks" ter sido dentro do próprio clube, o líder leonino admite estar aberto a todas as possibilidades "de uma ponta a outra". "A PJ não nos vai dando conta dos passos que dá. Também tomamos as nossas medidas e entregamos a informação toda que achamos pertinente à PJ. Admito tudo. De dentro e de fora. Quem falou sobre esses documentos foram duas pessoas do Benfica...", recordou, aludindo a Pedro Guerra e António Simões.

De resto, Bruno de Carvalho fez uma comparação caricata quanto ao casa das ofertas, aludindo ao Apito Dourado. "Houve um Apito Dourado; agora podemos estar a viver uma caixa dourada. Um jurista, em defesa do Benfica, diz que não existe um código de ética mas um conjunto de recomendações. Quem falou no código de ética até foi o presidente da APAF. Ora, um código de ética é exactamente um conjunto de recomendações", frisou.

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Confrontado com as declarações de José Manuel Meirim, especialista de direito, BdC fala em inovação. "O termo 'dolo sem intenção'. O futebol português está a querer ser pioneiro em inventar conceitos. Dolo é algo feito propositadamente. Sem intenção é só em Portugal", atirou.

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