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Dias Ferreira assume que Futre será "provavelmente" o seu diretor para o futebol

• Foto: Miguel Barreira

Dias Ferreira, candidato às eleições do Sporting do próximo dia 8 de setembro, assumiu esta quarta-feira, no Football Talks, que Paulo Futre será "provavelmente" o seu diretor para o futebol.

"O meu treinador? José Peseiro. Estou cheio, seja nos governos, clubes ou no que for, que entre um novo presidente e varra tudo e não aproveita ninguém. Quem tomou a decisão do treinador fê-la na altura em que tinha de tomar. O Sporting não podia ficar, como um clube de bairro, que viesse um presidente dizer ‘afinal o meu treinador é este'. É um desrespeito grande pela Comissão de Gestão e em especial pelo Conselho de Administração da SAD estar a pôr em causa essas decisões. A não ser que, enfim, passasse dos limites do que era natural aceitar. É um trabalho difícil, só tem de ser apoiado e não perturbado pelos candidatos. Diretor para o futebol? Isso a seu tempo virá e as pessoas sabem o que penso sobre o futebol. Futre? Provavelmente", afirmou.

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E abordou igualmente, à semelhança de Frederico Varandas e Pedro Madeira Rodrigues, as modalidades do Sporting.

"Não vou fazer aqui campanha eleitoral. Falar de modalidades do Sporting dava para uma convenção inteira, e não era só um dia. Tive a felicidade de ter iniciado a minha vida desportiva, como dirigente, com João Rocha. Julgo que foi o único presidente, dos últimos largos anos, que trouxe algo de novo para o desporto. Depois disso não vi nada que fosse para o desporto, e em particular para o futebol, do que ser mais esperto ou menos esperto para se movimentar no futebol. O último exemplo de presidente que temos… Nós procurámos sempre ser diferentes, e este tentou imitar alguém, sendo que as fotocópias, por muito que a tecnologia avance são sempre, fotocópias e não originais. Saiu completamente fora do que nós pensávamos. Recolheu a popularidade que recolheu porque, como costumava dizer, no meio em que nós nos movimentamos, principalmente no futebol, Bruno de Carvalho não se orientava propriamente por sapatos italianos, mas andava com botas cardadas, que é realmente a maneira como temos de andar no futebol nacional. O Sporting tem alguma palavra a dizer na mudança disto tudo se não continuaremos a ser os eternos totós. Não tenho dúvidas nenhumas que se o 25 de abril tivesse sido dois anos mais tarde, o Sporting com João Rocha tinha disparado e hoje, à volta dos nossos rivais, teríamos muito mais sucesso do que temos".

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