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Moçambique foi ponto de energia sportinguista ao longo de toda a época e ontem, na sua capital, à chegada de um herói da terra – Geny Catamo –, tanto o povo como as instituições fizeram questão de abraçar e homenagear o campeão nacional de Portugal, de 23 anos.
Num evento promovido pela Federação local e que contou com a presença da sua família – os pais, Cipriano e Quitéria, tal com a namorada Jennifer –, mas também de alguns clubes formadores, como a Associação Black Bulls, o canhoto não escondeu a emoção, agradecendo aos Mambas, cuja seleção representará ante a Somália (dia 7, em casa) e na visita à Guiné-Conacri (a 10), partidas de qualificação para o Mundial.
“A alegria de ter conquistado o título foi enorme. É algo que não se descreve. Sentir a paixão e o amor que o povo moçambicano sentem por mim... Isso dá-me mais energia para continuar a trabalhar, para manter o mesmo foco, ser eu mesmo e fazer igual na seleção. Depois, será tempo para as férias, antes de voltar ao clube”, atirou, sob fortes aplausos num auditório cheio. A declaração, curta, concluiu-se com nova vénia aos seus. “A mensagem que tenho é de total agradecimento, porque sinto a paixão que têm por mim. Não tenho como descrever, só agradecer. Agora que estou a passar por esta fase, muito bonita, o importante é manter-me assim!”
Passe em... “ponto morto”
Aos meios locais, também falou Junaide Lalgy, presidente da Associação Black Bulls, que recordou o impasse na compra dos direitos económicos de Geny por parte do Sporting. Resumindo, o Amora, clube ao qual os moçambicanos venderam o futebolista, mantém 75% do passe e os Black Bulls... controlam 85% da receita dessa primeira percentagem.
“O direito para comprar perdeu validade. Neste momento, as partes interessadas têm de se sentar para chegar a um acordo”, recordou o dirigente.