Jorge Jesus acredita que poderia ter evitado as agressões aos jogadores do Sporting no ataque à Academia em maio, caso estivesse mais próximo do plantel naquele momento.
"Estava no lugar errado, dentro de campo. Se calhar atropelavam-me mas acho que os conseguia demover. O problema foi como eles entraram, com facilidade incrível, isso é que é para mim o grande problema. E ninguém é avisado que estão a entrar 50 homens na Academia. Como é que isto é possível? Se eu soubesse, acho que os impedia. Acredito que os adeptos e o líder me iam ouvir... acho que não acontecia aquilo. Podia haver uma conversa menos agradável mas aquilo não. Sei quem me deu um soco no fim, quem me derrubou e deixou a sangrar do nariz. Conheço-o da TV, tinha a cara tapada, mas conheço pelos ténis e calções. Devia ser um jovem com 20 e poucos anos. Se eu estou dentro das cabines e sei daquilo, acho que eles não entravam", disse o treinador do Al Hilal numa entrevista à Sport TV.
Jesus garante que não ficou com nenhum trauma e recorda ainda aquela que foi, para si, a imagem mais marcante do ataque: "O Bas Dost, grande profissional e jogador, a sangrar, a dizer 'porquê eu, porquê eu, míster?', a chorar como uma criança. Essa imagem ficou marcada para mim. Agora os socos que levei... não contam nada."