O fecho do mercado de inverno ficou marcado pelas mexidas no Sporting. Os leões esperaram até ao último dia para fecharem contrato com Shikabala, Heldon e Matías Pérez, sendo que Shikabala foi garantido, literalmente, nos últimos segundos. Já no mercado de verão, Leonardo Jardim viu o plantel ser reforçado nos instantes finais.
O Sporting parece ter gostado de “sofrer” no dia 31 de agosto, já que Vítor e Ivan Piris chegaram a Alvalade igualmente sobre a buzina. É verdade que o mediatismo em torno do português e do paraguaio não foi o mesmo que se verificou especialmente com Shikabala e Heldon, mas foi a forma de iniciar a tendência que agora se repetiu.
No entanto, as oportunidades para Vítor e Piris têm sido muito reduzidas. No caso do médio português, de 30 anos, a saída de Paços de Ferreira tirou-lhe tempo de jogo. Ao serviço dos leões, Vítor tem apenas 10 jogos, mas até já conseguiu marcar dois golos – um ao Alba, na Taça de Portugal, e outro ao Marítimo, na Taça da Liga. O ex-pacense ainda fez um jogo na equipa B, enquanto está tapado por André Martins e Adrien.
O caso de Piris já é diferente. O outro jogador resgatado no último dia de transferências no mercado de verão chegou emprestado pelo São Paulo e tem repartido o tempo em Alvalade pela equipa principal e pela equipa B. Piris, de 24 anos, representou os leões em 6 ocasiões (apenas dois jogos no campeonato), enquanto que fez 5 jogos pela equipa secundária. Ainda assim, surge como 2.ª opção logo atrás de Cédric Soares.
Último mercado de inverno desastroso
Se estabelecermos um paralelo entre o fecho de mercado do inverno de 2013 e o de 2014, é como comparar dia e noite. Basta ver que, na sexta-feira, o Sporting comprou os dois alvos que queria, enquanto no ano passado tentou acertar no alvo 3 vezes e nas 3 estava com a mira torta. No final de contas, não chegou ninguém a Alvalade.
O primeiro nome a ser dado a caminho dos leões foi o romeno Marius Niculae. O avançado, agora com 32 anos, tinha tudo acertado até que se percebeu que já tinha jogado por dois clubes (Vaslui e Steaua Bucareste) nessa temporada. Falhada essa contratação, o plano B passou a ser Kléber, do FC Porto. Nada feito, mais uma vez, já que os dois clubes não chegaram a entendimento.
A derradeira tentativa dos leões para comprarem alguém que fizesse companhia a Ricky Van Wolfswinkel foi além-fronteiras com o mesmo insucesso. O brasileiro Paulo Henrique, do Trabzonspor, chegou a estar encaminhado, mas a transferência também caiu por terra e não houve qualquer acordo.
Não foi ao acaso que, no dia seguinte ao fecho, Jesualdo Ferreira fez um rescaldo no mínimo peculiar: “Estivemos a ganhar 3-0, mas acabámos por perder”, afirmou o então treinador dos leões. Resta saber o efeito que Shikabala, Heldon e Matías Pérez vão ter.