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Resposta curta e grossa

Resposta curta e grossa
• Foto: hélder santos

O terramoto em Alvalade causado por mais uma intervenção pública de Bruno de Carvalho não abanou o chão por baixo dos jogadores leoninos. Os homens de Marco Silva foram ao sempre difícil terreno do Nacional vencer por 1-0, mostrando uma superioridade que o resultado não traduz e dando a melhor resposta ao líder máximo do clube.

Consulte o direto do jogo.

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No mesmo terreno em que o Benfica havia sofrido para vencer por 2-1, frente a um adversário que também vendeu muito cara a derrota no Estádio do Dragão, o Sporting foi uma equipa solidária, mesmo num relvado pesado e difícil, e correu sempre mais do que o Nacional. Os jogadores podem passar a quadra descansados, com a certeza de que ninguém os pode acusar de falta de vontade ou dignidade para vestir a camisola verde e branca.

Marco Silva recuou em relação ao que tinha sido o desenho tático nos últimos três jogos de campeonato e apresentou-se com o 4x3x3 que tinha sido a aposta mais constante desde o início de temporada. Anovidade acabou por ser a presença de André Martins no lugar que tem sido de João Mário, mas esta alteração acabou por quase não existir, pois o camisola 28 saiu lesionado aos 10’, forçando a entrada de João Mário. Do lado do Nacional, Manuel Machado preferiu manter as coisas simples: colocou um “guarda-redes” à frente da sua defesa – o gigante Aly Ghazal – e apostou na velocidade nas transições ofensivas da sua equipa, que contou com um irrequieto Suk a dar largura a todo o ataque.

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A agressividade do sul-coreano, assim como as diagonais de Rondon, deram alguma sensação de equilíbrio nos primeiros momentos. Mas tudo se desvaneceu ao fim poucos minutos, quando os leões começaram a contornar Ghazal, sobretudo com jogadas pelos flancos. Slimani podia ter aberto o marcador em dois lances quase seguidos, mas faltou-lhe pontaria e o nulo com que o intervalo chegou já parecia pouco para o domínio que o Sporting tinha exercido na fase final da primeira parte.

O anunciado e mais do que justificado golo acabaria por surgir pouco depois do início da segunda parte. O primeiro cabeceamento foi de Slimani, Gottardi respondeu com uma defesa à Gordon Banks, mas Mané estava na pequena área, completamente solto, para empurrar para a baliza. A vantagem deixou o Sporting mais confortável, mas a equipa não se encolheu nem recuou para matar o jogo em contra-ataque. Pelo contrário: a bola continuou a ser dos leões, que a trocavam perto da área contrária e criavam sucessivas situações de remate. Desta vez, as estatísticas não mentem: os 18 tiros do Sporting, oito dos quais enquadrados com a baliza, mostram bem como o campo esteve quase sempre a descer para a baliza de Gottardi.

Obrigada a correr mais do que nunca, a equipa da casa começou também a dar sinais de quebra física, sobretudo em elementos que eram chave na estratégia dos madeirenses – Aly Ghazal, Gomaa, Rondon, Suk e Marco Matias. Sem capacidade para recuperar a bola e muito menos para a transportar para as redondezas de Rui Patrício, o Nacional via o Sporting jogar e parecia entregue à sua sorte. Acabou por ter uma nova vida quando Adrien, num floreado desnecessário, perdeu a bola à entrada da área e fez falta. Viu amarelo, o segundo, e voltou a equilibrar o jogo para os 13 minutos finais.

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Com menos um, o Sporting permitiu que o Nacional rondasse a sua grande área. Lucas João avisou, num remate em arco que passou ao lado, e logo a seguir deixou Marco Matias sozinho na área. O extremo recebeu mal, mas ainda conseguiu fazer o único remate à baliza da sua equipa em todo o jogo. Rui Patrício, como em tantas ocasiões, estava lá, corajoso, para evitar a injustiça. E acalmou o reino do leão para o Natal.

O homem do jogo: Slimani

Desperdiçou dois lances de golo na primeira parte, mas destacou-se no trabalho para a equipa, baixando muitas vezes para receber a bola no meio campo e tabelar com os extremos e os médios. Esteve na origem do golo.

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Árbitro: Duarte Gomes (nota 4)

Num jogo sem grandes casos dentro das duas grande áreas, acabou por não complicar e deixar as coisas rolarem, beneficiando também da colaboração dos jogadores. Bem na lei da vantagem.

NOTA TÉCNICA

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Manuel Machado (3)

Deu ordens claras aos seus jogadores para lançarem ataques rápidos e criou alguns problemas ao Sporting na primeira parte. O problema foi a quebra física de alguns elementos. A entrada de Lucas João quase resultou em cheio.

Marco Silva (4)

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Voltou ao 4x3x3 em jogos de campeonato e o Sporting ganhou consistência e posse de bola. Arrumou bem a equipa num 4x4x1, que se desdobrava em 4x2x3 após a expulsão de Adrien, e segurou a vantagem.

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