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O Sporting não foi além de um empate (1-1) na deslocação à Polónia, para o jogo com o Raków, a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Liga Europa. Viktor Gyökeres foi expulso cedo (8') e deixou os leões reduzidos a 10 jogadores até ao apito final.
Em declarações aos microfones da SIC Notícias no final da partida, Rúben Amorim abordou a expulsão de Gyökeres e as dificuldades que a equipa teve em criar oportunidades de golo a partir desse momento.
"Pensámos o jogo com 11 jogadores, 10 para 11 torna-se difícil, mesmo assim não deixámos o adversário criar oportunidades na primeira parte, a segunda parte foi mais em sofrimento e a cair com a fadiga, acabámos por sofrer um golo quando tínhamos um livre ofensivo. Não foi o jogo que queríamos, mas as incidências empurraram-no para este estilo", começou por dizer o técnico dos leões.
Expulsão de Gyökeres"Não vi, mas também não comento arbitragens. Foi expulsão, foi expulsão."
Sporting sem remates na segunda parte"Sim, porque jogamos desde os 10 minutos com menos um e tornou complicado a nossa saída. Não tivemos o mesmo critério, tentámos com o Paulinho a segurar bola e com o Geny a aparecer de trás, mas não conseguimos. Assim foram as incidências do jogo."
Substituições"Nem sempre os jogadores que entram parecem mais frescos, às vezes demoram a entrar no jogo. Foram as substituições que eu pensei."
Semelhanças entre os jogos contra a Atalanta, Olivais e o de hoje"Da Atalanta falou da primeira parte mas não falou da segunda. Com o Olivais acabámos por ganhar, foi um jogo da Taça, e houve inúmeras oportunidades para marcar. E hoje viu que houve uma expulsão. Não faço essa ligação, não consigo fazer. É seguir em frente", terminou.
Pouco depois, em declarações à Sport TV, o técnico do Sporting explicou que concedeu a titularidade a Franco Israel por questões táticas, mas recusou-se a desvendar quem vai defender a baliza do Sporting em casa do Boavista, na segunda-feira. Por outro lado, Rúben Amorim referiu que este empate não retira confiança e que continua a acreditar na passagem à fase seguinte da Liga Europa.
Ficou convencido com o lance que ditou a expulsão de Gyökeres?
"Eu não vou estar a comentar porque não vi o lance e não comento arbitragens, senão tinha que começar a fazê-lo daqui para a frente. Foi uma expulsão aos 10 minutos quando ainda não tínhamos percebido como estava o jogo, mas mesmo assim conseguimos fazer o golo. Tivemos algumas posses longas, até com menos um jogador, e o Raków teve dificuldades para chegar à nossa baliza na primeira parte. Na segunda eles arriscaram e nós não tivemos a mesma qualidade na saída, o que não nos deixa respirar. Sofremos um golo num livre ofensivo, o que não pode acontecer. Um jogo difícil, com situações que nos prejudicaram. Não estou a dizer que fomos prejudicados, mas não conseguimos desenvolver o nosso jogo"
O Gyökeres é muito importante na forma como pressiona. Vai pedir-lhe algo diferente?
"Não… principalmente porque vemos que estava a fazer pressão e pisou o adversário sem querer, num piso escorregadio. O importante é ver que o meu jogador não teve intenção, porque se tivesse seria eu próprio a falar com ele. Vou deixá-lo ser como é. Foi azar, porque não queria magoar o adversário"
Deu a titularidade a Franco Israel. O que esteve na base desta decisão?
"Foi um aspeto tático devido às características do jogo. O Franco esteve bem na Taça e todos têm que estar preparados. E para estarem preparados têm que jogar. Contra o Boavista? Ainda temos que decidir. Não vou estar aqui a dizer. Irá jogar o que acharmos melhor para vencer o Boavista"
Mantém a confiança mesmo com este empate?
"Tenho sempre confiança. Enquanto matematicamente for possível… acredito sempre. É olhar para o que aconteceu no jogo. Tenho a mesma confiança para o futuro"