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Na véspera do FC Porto-Benfica, o Sporting voltou a escorregar na Liga e empatou (2-2) em casa com o Arouca. Depois de os leões voltarem a desperdiçar uma vantagem, Rui Borges, em declarações à Sport TV, destacou a expulsão de Debast como o lance capital da partida. O técnico leonino comentou ainda os assobios no final do encontro, garantindo que não se sente incomodado e que se sente "honrado" e "feliz com o trabalho que tem sido feito pela sua equipa técnica".
Que leitura é que faz deste jogo em que o Sporting tinha tudo aparentemente controlado, até que depois tudo se descontrolou na segunda parte? "Não se trata de ser a segunda parte. Há um jogo até à expulsão e há um jogo depois da expulsão — é tão simples quanto isso. Até à expulsão controlámos o jogo, fomos pressionantes, tentámos ser sempre pressionantes sobre o Arouca. Fizemos dois golos, podíamos ter feito mais. Na segunda parte entrámos muito bem no jogo, muito bem mesmo; podíamos ter aumentado o resultado, mas não conseguimos. Após a expulsão, muda o jogo. A expulsão muda logo o jogo. Tínhamos de saber sofrer ali um pouco. O Arouca é bastante dinâmico naquilo que é o seu processo ofensivo e acaba por entrar no jogo com o penálti. Até aí, nós estávamos com o bloco mais baixo, mas a controlar o jogo, sem termos tanta posse de bola, como é lógico. Com menos um jogador contra uma equipa que gosta de ter bola e consegue ter muito bem a bola, o penálti mete o Arouca no jogo e depois acabam por ser felizes no empate, no 2-2".
Foi fazendo alterações na equipa. Não sente que passou a mensagem também de demasiada atração atrás por parte dos seus jogadores? "Nós com dez não podíamos ser tão pressionantes como éramos, nem nada parecido. É tão simples quanto isso. Não tem a ver com atração atrás; tentámos meter jogadores que nos dessem alguma condução, alguma saída, qualidade com bola e de condução também, e refrescar a equipa, acima de tudo. É natural que não tivéssemos tanta bola e que não fôssemos tão pressionantes, porque estávamos com menos um jogador a jogar contra uma boa equipa quando tem a posse, ainda para mais com mais um elemento. É tão simples quanto isso; de resto, não tem a ver com as substituições termos empatado o jogo ou não."
Terceiro empate neste campeonato e sempre com o Sporting em vantagem no marcador. Como é que reage também à contestação por parte dos adeptos, que foi bastante sonora na ponta final da partida? "Com naturalidade. É normal que se sintam assim, é natural que não estejam felizes nem contentes. Estamos numa equipa grande, queremos ganhar os jogos, queremos lutar pelo campeonato. O que é certo é que já perdemos seis pontos e é natural a insatisfação, tanto dos adeptos como a nossa. É de todos."
Permita-me regressar à conferência de imprensa de ontem: fez questão de puxar dos galões. Sente-se de alguma forma incomodado pelas constantes notícias que dão conta de treinadores que podem estar no horizonte do Sporting? Sérgio Conceição afirmou recentemente que está atento aos jogos do Sporting. Isso incomoda-o de alguma forma? "Incomodam mais as vossas perguntas e, às vezes, as vossas leituras. Vocês levam a parte da humildade do Rui Borges por ser uma pessoa de Trás-os-Montes, por ser uma pessoa que está sempre a dizer que é de Mirandela... Não, não me sinto incomodado. Sinto-me muito honrado com aquilo que sou, com a pessoa que sou, com o treinador que sou e feliz com o trabalho que tem sido feito pela nossa equipa técnica."
Esta pausa para as seleções vem na melhor altura, tendo em conta também estes dois resultados negativos? "Não, na pausa fico sem jogadores."