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Aos 24 anos, o paraguaio Iván Piris procura finalmente alcançar a afirmação no futebol europeu, depois de na temporada passada ter estado por empréstimo na Roma. Numa carreira com já cinco clubes no currículo, o defesa direito paraguaio tem em Neymar uma espécie de inimigo público número 1.
Olhando para a foto de abertura desta página, percebe-se mesmo que o avançado que agora atua no Barcelona deixou marcas na carreira do jogador guarani. Não físicas, como é possível depreender de uma primeira análise, mas sim "psicológicas"... Tudo porque Piris ficou famoso pelas fintas desconcertantes de que foi vítima. As imagens, com cinco dribles seguidos, com Piris a andar à roda, correram o Mundo...
Pior de tudo é que o agora reforço do Sporting encontrou Neymar num total de seis ocasiões e o saldo não é lá muito positivo. Fez seis jogos contra o craque brasileiro e apenas venceu uma partida, empatando três e perdendo duas. Nos duelos diretos (três pelo São Paulo e outros três pelo Cerro Porteño), Neymar fez 5 golos em seis jogos, três deles num jogo em que Piris foi titular, enquanto já jogava no São Paulo.
À boleia do Deportivo Maldonado
Uma das particularidades da carreira de Iván Piris é um clube uruguaio chamado Deportivo Maldonado. Depois de se ter revelado no Cerro Porteño, com quatro anos ao mais alto nível no clube paraguaio, Piris rumou ao São Paulo, mas por empréstimo do tal conjunto uruguaio, que havia adquirido o passe ao Cerro. Basicamente, o jogador foi comprado por um grupo de investidores, que o inscreveu no Deportivo Maldonado, à imagem do que foi feito por Juan Figer com Hulk, que estava inscrito no Rentistas, uma prática que, não sendo ilegal, é condenada por grande parte dos analistas sul-americanos.
Voltando ao percurso, Piris chegou ao Brasil em 2011, no mesmo período em que se estrearia ao serviço da seleção paraguaia, durante a Copa América, diante do Equador. Nessa mesma competição, ainda passou dois jogos no banco, mas seria chamado à ação para alinhar nas meias-finais e na final, onde acabaria por ser derrotado, por 3-0, diante do Uruguai. De lá para cá, foi um jogo útil para os selecionadores paraguaios, mas nunca se tornou indiscutível, estando ausente nas duas últimas convocatórias.
Voltando ao São Paulo, alinhou cerca de um ano e meio ao serviço dos brasileiros, realizando 42 partidas (entre Brasileirão, Paulistão, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil), fazendo um golo nesse período. Depois emprestado à Roma, equipa que pagou 700 mil euros pela cedência, Piris fez 23 partidas, não chegando para convencer, pois os italianos não exerceram a cláusula de opção que tinham fixada no contrato de empréstimo, em 4 milhões de euros.
NÚMEROS
2 Golos que apontou enquanto futebolista profissional. Um ao serviço do Cerro Porteño e outro pelo São Paulo;
10 Jogos ao serviço da seleção principal do Paraguai. Antes, havia feito 15 partidas pela formação de Sub-20.
1 Título de campeão nacional, ao serviço do Cerro Porteño (Apertura 2009).