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Violência premeditada

Violência premeditada
• Foto: CMTV

Para lá de tudo o que se passou dentro do relvado do Estádio do Dragão, o clássico entre o FC Porto e o Sporting ficou profundamente manchado pela violência verificada duas horas antes de Artur Soares Dias apitar para o início do jogo.

De acordo com fonte policial, os cerca de 100 adeptos que anteontem se reuniram no topo da Alameda das Antas (1) não pertenciam a nenhuma claque do Sporting, mas eram afetos ao emblema verde e branco, algo comprovado pelas várias tatuagens que tinham no corpo.

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Esta “reunião” deu início a pouco mais de cinco minutos de pura e indiscriminada violência, a qual só terminou quando o corpo de intervenção da PSP chegou ao local. Antes de as forças policiais conseguirem travar a fúria de leões e dragões, já vários transeuntes tinham ficado feridos (2), já uma banca de produtos da claque Super Dragões tinha sido destruída (3) e já sangue tinha sido derramado em frente à porta 25, local previamente reservado para os apoiantes da equipa visitante (4).

Depois de ter identificado e, posteriormente, libertado 100 indivíduos – os quais não tinham sequer bilhete para o clássico –, a PSP está a tomar as diligências normais neste tipo de processo, sendo que, depois de todos os factos serem apurados, este caso será encaminhado para o Ministério Público que poderá levar então os desordeiros a tribunal. Uma coisa é certa: os incidentes verificados no clássico foram premeditados. Refira-se, ainda, que não foram apreendidas armas brancas nem artefactos pirotécnicos.

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Hooliganismo

Aliás, de acordo com a mesma fonte policial, o único objetivo deste grupo de 100 adeptos (alegadamente apelidado Sporting Casuals e que tem no hooliganismo a sua principal base) seria o de provocar distúrbios e promover a violência indiscriminada, um fenómeno historicamente encontrado em Inglaterra (entretanto controlado) e com maior incidência nos países de leste.

Autocarro leonino atrasou a PSP

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• De acordo com informações recolhidas por Record, a atuação do corpo de intervenção da PSP – com a ajuda fundamental dos stewards – só não foi mais rápida porque os agentes destacados para o clássico estavam a focar atenções na chegada do autocarro do Sporting ao Estádio do Dragão.

Dérbi lisboeta foi controlado

• Ao que o nosso jornal conseguiu apurar, este grupo de adeptos já tinha tentado semear o caos no dérbi entre Sporting e Benfica. No entanto, o facto de os spotters de Lisboa os conhecerem bem, fez com que todos os potenciais perigos de um jogo entre eternos rivais fossem perfeitamente controlados.

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