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09 agosto

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A "conversa" de que não gosta nada, o "clique" de Trincão, a viagem de St. Juste e o clássico: tudo o que disse Amorim

Treinador do Sporting abordou encontro da 7.ª jornada da Liga Betclic (sábado, 20H30)

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Conferência de Rúben Amorim de antevisão ao jogo com o Farense
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Rúben Amorim fez esta sexta-feira a antevisão ao jogo com o Farense, partida da 7.ª jornada da Liga Betclic agendada para amanhã, às 20H30, no Estádio São Luís.

Como correu a preparação para este jogo com o Farense?

"Trata-se de um jogo difícil, diferente do Rio Ave, uma equipa com um treinador experiente, mais experiente do que nós todos aqui na equipa principal do Sporting. Todos os pormenores vão contar, não podemos perder a bola, temos de ter posses muito longas. O campo é mais estreito do que o nosso e isso faz diferença. Olhámos para todos os pormenores, trata-se de uma equipa experiente, que não tem nada a perder. Já venceu o Sp. Braga, será um jogo difícil e sabemos o que fazer. Vão defender de forma diferente do que fizeram contra o Sp. Braga, mas preparámos tudo isso. A ideia passa por não perder a bola, criar oportunidades e não sofrer golos."

Que comentário lhe merece o sorteio da Taça de Portugal e o jogo contra o Olivais e Moscavide?

"É um jogo de Taça, que coloca frente a frente uma equipa da 1ª divisão e uma equipa do distrital. Não é uma grande viagem para nós. Vamos encontrar um treinador que fez comigo o nível 1 do curso de treinadores, vai ser um bom jogo. A ideia passa muito por vencer."

Qual é neste momento a situação clínica da equipa?

"Viktor está apto para o jogo, o St. Juste está mais perto. O Afonso Moreira e o Muniz estão lesionados. De resto, estão todos aptos para o jogo."

Os jogadores do Farense podem apresentar-se com mais motivação e com uma responsabilidade diferente?

"Não acho que os jogadores do Farense tenham uma responsabilidade diferente. Olhámos para todo o tipo de jogos que o Farense faz, joga sempre com intensidade. Com os 'grandes' tem mais liberdade e mais espaço para contra-atacar. Não diria motivação diferente, têm é mais espaço, o que lhes dá outra oportunidade para criar ocasiões. Mas nós queremos ganhar e manter a 1.ª posição."

O bom momento de forma dos avançados do Sporting é uma boa dor de cabeça?

"Os defesas também não têm sofrido golos, no meio-campo há uma luta saudável, temos mudado a dupla de jogo para jogo e todos têm estado bem. O que não vamos fazer é colocar de uma vez todos os jogadores que estão num bom momento, às vezes os que estão num momento bom têm de ir para o banco porque o jogo não precisa deles naquele instante. O mais importante é a dinâmica da equipa, o momento deles aparece depois no jogo. O Marcus [Edwards], por exemplo, esteve bem no último jogo mas antes tinham dito que ele ainda não tinha aprecido. Vamos apresentar a equipa que achamos que é melhor para vencer naquele campo àquela equipa."

Não vai torcer por ninguém no clássico, mas assina por baixo terminar a jornada como líder isolado do campeonato? 

"O que queremos é acabar a jornada em 1º lugar e isso depende de nós. Andámos aqui um ano a correr atrás, a pensar sempre nos outros. Independentemente de quem jogar, se nós em qualquer estádio vencermos, estaremos em primeiro, sozinhos ou acompanhados. Depois de um ano a olhar para os vizinhos, pensarmos nos outros agora dispersa o foco." 

O que falta para Fresneda ser titular?

"Está a competir por um lugar, a adaptação não está a ser nada longa. O Ugarte andou 6 meses, mal jogando, e de repente apareceu. Tem a ver com os colegas, com o tempo para treinar. Tem entrado e terá a sua altura para ser titular. Acho que tem sido uma adaptação bem rápida, tem jogado sempre, tem um jogador à frente que já tem muitas rotinas. Comparando com a adaptação do Ugarte está a ser muito rápida, se compararmos com a do Morton ou do Vik, é mais lenta. Diria que está bem e será titular em vários jogos no Sporting"

A presença de Gyökeres na equipa fez com que o Paulinho começasse a jogar melhor?

"Teríamos de fazer um estudo mais aprofundado e seria difícil perceber se essa era a principal razão. O Gyökeres com características diferentes, ajudou o Paulinho, pode ser que o tenha libertado mais. Mas às vezes não se passa nada, a bola entra e a dinâmica é diferente. O Vik tornou a equipa mais perigosa na profundidade e isso ajudou, não só o Paulinho mas toda a gente. 

Diomande está lesionado ou é opção?

"Recuperou, foi apenas um susto. Como não soube explicar na altura, achei que não valia a pena arriscar. Mas fez a semana normalmente, não foi preciso grandes cuidados."

Diomande está lesionado ou é opção?

"Recuperou, foi apenas um susto. Como não soube explicar na altura, achei que não valia apenas arriscar. Mas  fez a semana normalmente, não foi preciso grandes cuidados."

Um estudo do CIES diz que a equipa mais dominadora esta época no campeonato. Concorda?

"Detesto essa conversa, não traz nada, só pode distrair os jogadores. Jogámos 6 jornadas não podemos fazer uma análise dessas, vale o que vale. Temos sido consistentes, não deixamos os adversários criarem muitas ocasiões, mas não gosto dessa conversa. Amanhã será um jogo diferente, complicado, com muita luta e temos de nos adaptar a todo o tipo de jogos."

Há imagens de St. Juste na Holanda. A recuperação passa por momentos mais em família? 

"Está a fazer uma recuperação igual à dos outros, apenas mais longa. Quando tem autorização vai ver a família. É um jogador que temos ter uma atenção especial, mas está cada vez mais perto do regresso."

O Trincão ainda não mostrou o seu melhor lado. O que lhe falta para o clique?

"Às vezes é um jogo apenas. O que disse do Marcus [Edwards] vale para ele. Num jogo qualquer, com o talento que tem, pode voltar a aparecer. Num momento estamos muito bem e a seguir é o outro que está melhor. O Paulinho, o Pote, o Trincão, qualquer um pode aparecer, o futebol tem bons e maus momentos e qualquer um pode aparecer de repente. Se aparece num jogo, tira dois da frente e faz um golo, tudo muda. Ele é um leão a treinar, o momento dele vai aparecer, como outros jogadores que não estão a jogar agora."

Hjulmand no último jogo subiu mais no terreno, com Ugarte na bancada...

"Ele tem evoluído e a dinâmica de treino vai mudando a forma de jogar. Pressionamos mais alto do que a equipa onde ele jogava. O que não vai ter é explosão do Ugartre, mas tem para apanhar as dinâmicas da equipa, tem inteligência. É um jogador diferente do Ugarte, mas se calhar tem coisas melhores, como o posicionamento ofensivo, a preparação do momento ofensivo... É como todos os jogadores, vão evoluindo."

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Amorim e o clássico: «Queremos é acabar a jornada em 1.º lugar. Andámos um ano a correr atrás…»
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