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Cristiano Bacci: «Sou exigente, mas demasiada exigência pode ser contraproducente»

Cristiano Bacci admite gestão frente ao Rio Ave
• Foto: Lusa/EPA

A viver a sua terceira experiência no principal escalão português, Cristiano Bacci, atual técnico do Tondela, foi o protagonista da mais recente edição da rubrica 'Homem do Leme' da Liga Portugal, nas qual levantou um pouco o véu sob a sua postura enquanto treinador.

"Qualquer treinador que diga que consegue desligar, eu digo que não é verdade", começou por admitir o italiano, de 50 anos. "Quero destacar o papel da família, porque muitas vezes estamos presentes fisicamente, mas mentalmente não e ele percebem isso", acrescentou, antes de se descrever.

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"Sou uma pessoa exigente. Antes de tudo comigo e depois com quem está à minha volta, mas consigo desligar isso e fazer a ligação com os jogadores sem ser através desse estilo mais exigente. Muita vezes, demasiada exigência pode mesmo ser contraproducente", referiu, antes de fazer uma revelação curiosa "Quando começo a falar italiano com eles, já sabem que estou chateado, por isso é muito simples. Mesmo que não percebam o que estou a dizer, sabem que têm de reagir logo."

 Já em relação aos treinos, considera difícil apontar um único momento que defina a construção da equipa, na verdadeira acessão da palavra. "Cada momento do treino é importante para construir a mentalidade. Gosto muito dos meiinhos, porque dá para os jogadores se divertirem, mas também para introduzir algum conteúdo de forma a ser algo mais competitivo", explicou, sublinhando que procura não interferir com os seus atletas nos momentos que antecedem as partidas. "Dou total liberdade aos jogadores para as suas rotinas antes do jogo. Com o passar dos anos, cada vez mais me convenço que os estágios são inúteis. Quando tens muitos jogos e muito stress, torna-se inútil."

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Além de confessar preferir a abordagem aos jogos de Klopp por comparação com Guardiola, por gostar de atacar mais rápido a baliza contrária, o técnico apontou algumas semelhanças entre si e Sérgio Conceição, agora no Al Ittihad, da Arábia Saudita, no momento de abordar como o estilo do futebol italiano impacta as suas equipas.

"O FC Porto de Conceição tinha um futebol com muita exigência tática, por causa dos anos dele em Itália como jogador. Não foi campeão por ter a melhor equipa ou por jogar bonito, mas os jogadores cresceram muito com ele. Bebeu muito de Itália, mas é português, portanto há sempre essa mistura. Sinto-me parecido com ele. Sou italiano, mas tirei o curso UEFA Pro em Portugal", frisou.

Por Marques dos Santos
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